Jovens Defensores Populares expandem atuação no Rio de Janeiro e fortalecem cidadania
O projeto Jovens Defensores Populares iniciou novas turmas no estado do Rio de Janeiro, reafirmando o compromisso com a ampliação do acesso à Justiça e o fortalecimento da cidadania em áreas periféricas. O evento de lançamento reuniu jovens, educadores e gestores públicos, consolidando uma política federal voltada para a formação cidadã.
Nesta nova etapa, 100 jovens de comunidades como Jardim Catarina, Maré, Rocinha e Vila Vintém, em São Gonçalo, integram o projeto. Eles se somam aos 90 jovens que concluem o curso em fevereiro na Baixada Fluminense, Zona Norte e Zona Oeste. Ao todo, 979 jovens já foram matriculados em seis estados brasileiros.
A secretária nacional de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Sheila de Carvalho, destacou a importância da iniciativa para a transformação social. “Criamos esse projeto para transformar a vida das pessoas. Fico muito feliz em participar de mais este momento dos Jovens Defensores Populares”, afirmou.
Projeto visa capacitar agentes de transformação social
O Jovens Defensores Populares é uma parceria entre o MJSP, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ). Os territórios atendidos foram priorizados pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e o financiamento vem do Fundo Nacional de Segurança Pública.
O objetivo é formar jovens para atuar como agentes de transformação social, ampliando o acesso à Justiça nas periferias, incentivando o engajamento cívico e político e estimulando a busca por soluções locais para desafios sociais.
Abordagem multidisciplinar e inclusiva
A metodologia do projeto baseia-se na educação popular, antirracista e no arte-ativismo, buscando ampliar o repertório crítico dos jovens. As atividades incluem pesquisa de campo, diagnósticos participativos e estratégias de intervenção territorial, como incidência política e comunicação comunitária.
Os participantes, com idade entre 18 e 29 anos, são selecionados por busca ativa e articulação com cursinhos populares e organizações da sociedade civil. A maioria é composta por jovens negros, de baixa renda e com forte atuação comunitária, o que potencializa o impacto da iniciativa.
Resultados positivos na formação cidadã
Em 2025, a primeira etapa do projeto contou com turmas em seis estados, com resultados expressivos. 96,4% dos participantes afirmaram conhecer melhor seus direitos após o curso, e 86,25% avaliaram as ferramentas apresentadas como úteis. Até o final de 2025, foram realizados 623 encontros formativos, com 30 turmas e mobilização de 499 educadores.
Fonte: G1
