Horta Comunitária no Morro do Salgueiro: Memória, Cuidado e Cidadania Transformam Favela do Rio

Horta Comunitária no Morro do Salgueiro: Memória, Cuidado e Cidadania Transformam Favela do Rio

Horta Comunitária no Morro do Salgueiro: Memória, Cuidado e Cidadania Transformam Favela do Rio No alto do Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio de Janeiro, uma horta comunitária se tornou um símbolo de resiliência e união. A iniciativa, que completa um ano de rotina intensa para seus participantes, vai além do cultivo de […]

Resumo

Horta Comunitária no Morro do Salgueiro: Memória, Cuidado e Cidadania Transformam Favela do Rio

No alto do Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio de Janeiro, uma horta comunitária se tornou um símbolo de resiliência e união. A iniciativa, que completa um ano de rotina intensa para seus participantes, vai além do cultivo de alimentos, resgatando memórias afetivas, promovendo o cuidado com a terra e fortalecendo o senso de cidadania na comunidade.

Liderada pelo Coletivo de Erveiras e Erveiros do Salgueiro, a horta é um espaço de preservação de saberes tradicionais, onde espécies de plantas conhecidas pelos moradores ganham destaque. O projeto conta com o apoio da Prefeitura do Rio, por meio do programa Hortas Cariocas, que incentiva a produção de alimentos saudáveis e sustentáveis em diversas comunidades da cidade.

A iniciativa destaca a importância de manter vivas as tradições e o conhecimento passado de geração em geração, conectando o passado ao presente e promovendo um futuro mais verde e justo para os moradores do Salgueiro.

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Resgatando Memórias e Saberes Ancestrais

Vera Lúcia Silva de Souza, de 74 anos, é um dos pilares do projeto. Sua rotina matinal na horta é um reflexo de suas memórias de infância, quando remédios caseiros e chás eram feitos com ervas cultivadas em casa. “Minha mãe e minha avó me ensinaram a plantar, a fazer um chá, um xarope, um tempero. Eu me lembro bem”, relata Vera, que vê na horta uma forma de reconectar-se com suas raízes.

O Coletivo de Erveiras e Erveiros do Salgueiro se dedica a catalogar espécies e saberes, garantindo que plantas como saião, alfavaca, assa-peixe e ora-pro-nóbis sejam conhecidas e cultivadas. A casa de Vera, com seu quintal repleto de árvores e plantas, tornou-se uma referência, onde mudas são compartilhadas com a comunidade.

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Diversidade de Plantas e Benefícios para a Saúde

Marcelo Rocha, integrante do coletivo, ressalta a vasta gama de plantas comestíveis que muitas vezes são esquecidas no cotidiano urbano. “É comum ir ao supermercado e encontrar apenas alface, cheiro verde e rúcula. Mas temos uma infinidade de plantas comestíveis conhecidas da minha avó, da minha bisavó, como ora-pro-nóbis, caruru, alemirão, taioba serralha”, explica.

A horta comunitária não só oferece alimentos frescos e livres de transgênicos e agrotóxicos, mas também serve como um ponto de apoio para a saúde. Profissionais de saúde indicam as ervas e alimentos cultivados no local para pacientes, como destaca Walace Gonçaves de Oliveira, conhecido como Tio Dadá. “Tem gente que precisa especificamente de uma verdura ou legume. Aí, o pessoal do postinho manda vir buscar aqui conosco”, afirma.

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Da Remoção ao Plantio: Transformação e Cidadania

O espaço onde hoje floresce a horta era, anteriormente, uma área de risco que precisou ser desapropriada. A comunidade, com o apoio da Prefeitura, transformou o local, antes cheio de lixo, em um produtivo jardim. “A gente tem aqui berinjela, alface, chicória, cenoura. Temos bastante coisa”, conta Tio Dadá, que também destaca a laranja sanguínea cultivada na horta.

Segundo a Prefeitura, as hortas urbanas, como a do Salgueiro, desempenham um papel crucial na redução da ocupação irregular de terrenos, no aumento da inclusão social e na promoção de uma alimentação mais saudável. A Secretaria de Ambiente e Clima do Rio de Janeiro garante suporte contínuo, com a entrega ininterrupta de sementes para as comunidades.

Fonte: G1

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