Ex-PM Rodrigo Silva é condenado a mais de 30 anos por triplo homicídio qualificado de Fernando Iggnácio

Ex-PM Rodrigo Silva é condenado a mais de 30 anos por triplo homicídio qualificado de Fernando Iggnácio

Condenação histórica no Rio de Janeiro: Ex-PM pega mais de 30 anos por execução de contraventor O ex-policial militar Rodrigo Silva das Neves foi condenado a 32 anos, 9 meses e 18 dias de prisão em regime fechado. A decisão do júri popular, após dois dias de julgamento no I Tribunal do Júri da Capital, […]

Resumo

Condenação histórica no Rio de Janeiro: Ex-PM pega mais de 30 anos por execução de contraventor

O ex-policial militar Rodrigo Silva das Neves foi condenado a 32 anos, 9 meses e 18 dias de prisão em regime fechado. A decisão do júri popular, após dois dias de julgamento no I Tribunal do Júri da Capital, o considerou culpado por homicídio triplamente qualificado, incluindo motivo torpe, meio cruel e emboscada, na morte do contraventor Fernando Iggnácio. O réu está preso desde 2021 e sua defesa já anunciou que irá recorrer da sentença.

As investigações apontaram que Rodrigo Silva teria tido um papel central na execução de Fernando Iggnácio. Durante o julgamento, a acusação detalhou que o ex-PM teria escondido as armas utilizadas no crime em seu próprio apartamento e que o veículo empregado no assassinato também estaria sob seu controle. A defesa do ex-policial militar contestou as provas apresentadas.

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A sentença proferida pelo juiz Thiago Portes Vieira de Souza ressaltou o papel de destaque de Rodrigo no plano de execução. Provas apreendidas, incluindo quatro fuzis, munições e materiais diversos no apartamento do acusado, além do rastreamento do veículo usado no crime até o condomínio onde ele residia à época, foram determinantes para a condenação. O magistrado também enfatizou o paradoxo de um policial militar da ativa ter se envolvido em tal crime.

Outros réus e mandante do crime

O julgamento também envolveu os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, que decidiram dispensar seus advogados no início da sessão, levando à suspensão de seus júris para novas datas. O bicheiro Rogério Andrade foi denunciado como mandante do crime, mas seu processo não foi incluído nesta sessão de julgamento. Ygor Rodrigues Santos da Cruz, outro suspeito, foi encontrado morto em 2022.

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Contexto da execução

Fernando Iggnácio foi executado no estacionamento de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio, após retornar de sua casa de praia em Angra dos Reis. Ele e Rogério Andrade eram genro e sobrinho do falecido contraventor Castor de Andrade, figuras importantes no mundo do jogo do bicho. A disputa entre grupos rivais ligados à contravenção no Rio de Janeiro foi apontada como o pano de fundo para o crime.

A acusação sustentou que o homicídio fez parte de uma violenta disputa entre grupos rivais, evidenciando uma organização criminosa estruturada. Provas telemáticas e mensagens extraídas de aparelhos eletrônicos teriam revelado a ordem de execução e o monitoramento prévio da vítima. A defesa, por sua vez, alegou a ausência de provas diretas que vinculassem Rodrigo à execução, questionando a solidez das provas apresentadas pela acusação.

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Fonte: G1

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