Erika Hilton desmente versão de que Lula a chamou no masculino
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) refutou veementemente alegações de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a teria chamado pelo pronome masculino em um evento no Rio de Janeiro. Vídeos e postagens que circulavam nas redes sociais interpretavam uma fala do presidente como uma referência a Erika Hilton no masculino.
Segundo a parlamentar, ela não estava presente no evento em questão e, no momento da declaração de Lula, encontrava-se no interior de São Paulo. Erika Hilton esclareceu que o presidente se dirigia a outra pessoa da plateia, e não há qualquer indício de que a menção tenha sido direcionada a ela. O nome “Erika”, ressaltou, não é exclusivo.
A deputada atribuiu a repercussão negativa a uma interpretação equivocada, impulsionada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essas narrativas, segundo Erika, foram criadas para alimentar disputas ideológicas e atacar sua atuação política e identidade.
Ataques e desinformação no debate público
Em nota oficial, Erika Hilton classificou o ocorrido como parte de ataques recorrentes contra sua pessoa e sua identidade. Ela destacou que a desinformação busca desviar o foco de um tema de grande importância abordado por Lula no evento: os riscos do uso indevido de inteligência artificial, como a produção de conteúdo pornográfico não consensual e a exploração infantil.
Foco no debate sobre IA e proteção de crianças
A deputada enfatizou que a fala de Lula visava alertar sobre os perigos da IA, e não fazer uma referência pessoal. A distorção dessa fala, segundo Erika, serve para desviar a atenção de um tema grave e intensificar ataques contra pessoas trans no debate público.
Fonte: G1
