Família se despede de Karine Braz de Souza, vítima de feminicídio na Zona Oeste
Familiares e amigos se despediram de Karine Braz de Souza, de 30 anos, em sepultamento realizado neste domingo (21) no Cemitério Jardim da Saudade de Paciência, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A vítima estava desaparecida desde agosto e foi encontrada morta, com o corpo concretado em uma loja em Santa Cruz, pelo ex-companheiro Alberto Santana Eugenio, que foi preso na última sexta-feira (19).
O caso ganhou contornos ainda mais chocantes ao se descobrir que o próprio Alberto foi quem registrou o desaparecimento de Karine na Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). Ele chegou a colaborar ativamente com a família nas buscas pela ex-companheira, levantando suspeitas apenas durante as investigações policiais.
“Ele todo o tempo foi solícito nas buscas por ela. Não imaginávamos ser ele [o assassino] por ele fazer tanta questão de ir procurar conosco. Acreditamos no que ele falou para todos nós da família”, relatou Camila Braz, irmã de Karine, ao jornal DIA.
Versões fantasiosas e difamação contra a vítima
Segundo a irmã, o acusado teria inventado histórias para justificar o sumiço de Karine e ainda a difamado para familiares e amigos. Alberto chegou a dizer que Karine teria viajado com uma amiga e ficaria fora por sete dias.
“Enganou a todos, inclusive as filhas, dizendo que a mãe havia abandonado elas para ficar na safadeza”, relembrou Camila. A família cogitou cenários como sequestro ou o abandono voluntário de Karine.
Relacionamento marcado por ciúmes e narcisismo
Embora Karine nunca tenha relatado episódios de agressão física durante o relacionamento com Alberto, do qual tiveram duas filhas, a irmã destacou o perfil ciumento e narcisista do acusado. A descrição de Karine pela família é de uma pessoa “alegre e muito família”.
Prisão e confissão do acusado
A desconfiança da polícia surgiu a partir de contradições no depoimento de Alberto. Vizinhos também notaram a movimentação suspeita de uma grande lixeira lacrada pelo ex-companheiro. Em depoimento posterior, ele confessou o crime, detalhando ter esquartejado o corpo de Karine para ocultá-lo no chão de uma loja alugada.
Com o apoio do Corpo de Bombeiros, os policiais encontraram vestígios de sangue e os restos mortais da vítima no local indicado. A motivação exata para o crime ainda não foi divulgada pela polícia.
Fonte: Acervo pessoal
