Empresário morto em abordagem da PM na Pavuna planejava mudança por falta de segurança com a família

Empresário morto em abordagem da PM na Pavuna planejava mudança por falta de segurança com a família

Empresário é morto em abordagem da PM e família relata planos de mudança por insegurança A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte do empresário Daniel Patrício Santos Oliveira, de 29 anos, que foi baleado durante uma abordagem da Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira (21), na Pavuna, Zona Norte do Rio. Familiares […]

Resumo

Empresário é morto em abordagem da PM e família relata planos de mudança por insegurança

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte do empresário Daniel Patrício Santos Oliveira, de 29 anos, que foi baleado durante uma abordagem da Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira (21), na Pavuna, Zona Norte do Rio. Familiares da vítima revelaram que ele estava se preparando para mudar com a esposa e a filha para Foz do Iguaçu, no Paraná, buscando mais segurança.

A principal linha de investigação da polícia aponta para uma possível confusão entre o veículo da vítima e o de criminosos. Segundo a Polícia Militar, agentes do batalhão de Irajá patrulhavam a região quando decidiram abordar um carro. Durante a ação, Daniel foi atingido e não resistiu aos ferimentos, morrendo no local. A Delegacia de Homicídios assumiu o caso e a corporação informou a abertura de um procedimento interno para apurar as circunstâncias da ocorrência.

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De acordo com relatos, Daniel voltava de um pagode com três amigos por volta das 3h30 da manhã, quando passava pela Rua Doutor José Thomaz. Testemunhas afirmam que disparos foram efetuados na direção do carro e que não houve ordem de parada, um ponto considerado crucial para o andamento das investigações. Os outros três ocupantes do veículo saíram ilesos.

Relatos de testemunhas e familiares apontam para falta de ordem de parada

A perícia encontrou marcas de tiros em imóveis próximos, no carro da vítima e vestígios de sangue na via. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal. A irmã de Daniel, Thais Oliveira, lamentou profundamente a morte do irmão, destacando o impacto para sua filha de quatro anos, e reforçou que não houve ordem de parada. “23 tiros não é ordem de parada. Não teve revida, porque não tinha arma dentro do carro”, declarou emocionada.

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Desejo de segurança motivava mudança para o Paraná

Thais Oliveira também expressou a frustração com a situação de insegurança que motivava a mudança: “Morar na Pavuna quer dizer que eu não posso ter um bem? Eu não posso comprar um carro? Eu não posso mudar de vida e querer sair da Pavuna?”. Ela relatou que o carro do irmão continha pertences da sobrinha, como um ursinho e um coelho de Páscoa, e que Daniel planejava se mudar para Foz do Iguaçu justamente para oferecer um ambiente mais seguro para a família, algo que ele sentia falta no Rio de Janeiro.

Daniel era proprietário de uma loja de eletrônicos na região e, segundo familiares, o desejo de proporcionar mais segurança para sua esposa e filha era o principal motivo para a mudança planejada para o Paraná.

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Fonte: g1.globo.com

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