Eletricista que acionou elevador em show de Shakira em Copacabana responderá por homicídio culposo

Eletricista que acionou elevador em show de Shakira em Copacabana responderá por homicídio culposo

Eletricista é indiciado por homicídio culposo após morte em show da Shakira em Copacabana O eletricista envolvido no acidente que vitimou o serralheiro Gabriel de Jesus Firmino, durante a montagem do palco para o show da cantora Shakira em Copacabana, Rio de Janeiro, será indiciado por homicídio culposo. A informação foi confirmada pelo delegado Ângelo […]

Resumo

Eletricista é indiciado por homicídio culposo após morte em show da Shakira em Copacabana

O eletricista envolvido no acidente que vitimou o serralheiro Gabriel de Jesus Firmino, durante a montagem do palco para o show da cantora Shakira em Copacabana, Rio de Janeiro, será indiciado por homicídio culposo. A informação foi confirmada pelo delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana).

Segundo a investigação, o eletricista admitiu em depoimento ter acionado o elevador de uma distância de aproximadamente 25 metros, sem ter visibilidade do local onde Gabriel realizava um trabalho de soldagem. A operação do painel distante da área de risco impediu que ele percebesse a presença do serralheiro.

Gabriel Firmino foi prensado entre estruturas metálicas em decorrência da movimentação do sistema de elevação no palco, na Praia de Copacabana. Ele chegou a ser levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no domingo (26).

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Outros envolvidos sob investigação

A Polícia Civil também apura a responsabilidade de outros nomes ligados ao evento. Entre eles, o dono da empresa Cenoart, responsável pela montagem dos equipamentos, que não compareceu para depor. A engenheira que assinou o projeto e técnicos de segurança do trabalho também são investigados.

Os depoimentos dessas pessoas serão colhidos nos próximos dias. O Ministério do Trabalho e Emprego também apoia a investigação, avaliando possíveis falhas nas normas de segurança. A perícia realizada no local é considerada fundamental para determinar as exatas circunstâncias do acidente, incluindo a possibilidade de falha humana, negligência ou irregularidade técnica.

Empresa de montagem sem registro para a atividade

Um outro fator que aumentou a pressão sobre os responsáveis foi a vistoria do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ). O órgão constatou que a empresa Cenoart não possui registro para exercer atividades de engenharia e nem um responsável técnico legalmente habilitado para a operação.

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O laudo da perícia, com estimativa de conclusão para as próximas semanas, deverá esclarecer se houve negligência, imprudência ou imperícia na operação do sistema que levou à morte de Gabriel Firmino. Gabriel era morador de Magé, pai de três filhos e principal provedor da família.

Fonte: DIA Online

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