Kassab antecipa cenário eleitoral no Rio e projeta Paes no centro de disputa presidencial em 2026
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, projetou um cenário eleitoral inédito para o Rio de Janeiro em 2026. Segundo ele, o prefeito da cidade, Eduardo Paes (PSD-RJ), que pretende disputar o governo do estado, deverá ter um palanque presidencial triplo.
Essa configuração permitiria a Paes abraçar as candidaturas à Presidência da República de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de Flávio Bolsonaro (PL) e do candidato que o próprio PSD lançar. A declaração foi feita em um evento na Bolsa de Valores de São Paulo nesta sexta-feira (30).
“No Rio de Janeiro, Eduardo Paes é o nosso candidato, ele é a esperança para o Rio de Janeiro. Lá, há uma situação singular: não é o Eduardo que está escolhendo o candidato a presidente; todos os candidatos a presidente é que querem estar no palanque dele. O Lula quer, o Claudio Castro quer e o nosso candidato [do PSD] terá um lugar, então, possivelmente, o Eduardo Paes terá três palanques no Rio de Janeiro”, declarou Kassab.
PSD confirma candidatura própria e abre caminho para palanque triplo
A possibilidade de um palanque triplo se concretiza pela decisão do PSD de lançar uma candidatura presidencial própria. Inicialmente, o partido via o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como principal opção, mas ele tem sinalizado que não disputará o Planalto. O PSD deve definir nas próximas semanas qual dos seus três pré-candidatos (Ratinho Jr., Eduardo Leite e Ronaldo Caiado) concorrerá de fato.
Sem uma candidatura própria do PSD, Eduardo Paes teria que escolher entre os polos de Lula e Bolsonaro, o que tornaria um palanque duplo mais provável. Com um terceiro concorrente na disputa, a estratégia de Paes se fortalece, conferindo-lhe maior poder de articulação.
Paes é favorito ao governo do estado, segundo pesquisas
Ainda de acordo com Kassab, Eduardo Paes é o franco favorito para vencer a disputa pelo governo do Rio de Janeiro em 2026, conforme indicam as pesquisas de intenção de voto. A capacidade de acomodar diferentes candidaturas presidenciais em seu palanque reforça sua posição de destaque.
Imbróglios semelhantes em outros estados são esperados
O cenário que se desenha no Rio de Janeiro pode se repetir em outros estados. O PSD antecipa situações complexas em Minas Gerais, onde o candidato a governador do partido apoia o governador Romeu Zema (Novo) para a Presidência, e na Bahia, com um acordo de apoios mútuos entre PT e PSD.
Fonte: G1
