Eduardo Paes deixa a prefeitura do Rio em 20 de março para disputar o governo estadual
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou que deixará o comando da prefeitura em 20 de março para se candidatar ao governo do Estado nas próximas eleições. A decisão, comunicada durante visita a um bar na zona norte da cidade, já vinha sendo sinalizada publicamente pelo prefeito.
Com a saída de Paes, o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) assumirá a titularidade da prefeitura carioca. Apesar de ter negado anteriormente a intenção de deixar o mandato antes do previsto, a candidatura ao governo estadual se tornou o foco principal de Paes.
A manobra política envolve um acordo com o atual governador, Cláudio Castro (PL). Segundo informações, Castro poderá focar na disputa pelo Senado, enquanto Paes utilizará a máquina estadual para fortalecer sua campanha no interior e na Baixada Fluminense. A informação foi divulgada pela Coluna do Estadão.
Eleições indiretas para o governo do Rio após saída de Castro
Assim como Eduardo Paes, Cláudio Castro também precisará deixar o cargo até abril para disputar as eleições. A ausência de um vice-governador no estado, desde maio do ano passado, levará a uma situação inédita: a realização de eleições indiretas para um mandato-tampão.
A legislação estadual prevê que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), assuma em caso de ausência do governador e vice. No entanto, Bacellar está afastado do cargo por decisão do STF. Assim, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, será o responsável por conduzir a eleição indireta.
Nicola Miccione é o nome defendido para mandato-tampão
O nome preferido por Cláudio Castro para ocupar o governo interinamente e disputar a eleição indireta é o de Nicola Miccione, atual secretário da Casa Civil do Estado e recém-filiado ao PL. Aliados consideram Miccione o candidato ideal por sua lealdade a Castro e por não ter intenção de concorrer contra Paes, além de poder usar a máquina estadual para impulsionar ambos os projetos políticos.
O acordo conta com o apoio de integrantes do Centrão, incluindo o deputado Doutor Luizinho, presidente do PP no Rio, indicando uma articulação ampla para as próximas disputas eleitorais.
Fonte: G1
