Furto de Energia em Duque de Caxias e São Gonçalo Alcança Níveis Alarmantes
Duque de Caxias e São Gonçalo, localizados no Grande Rio, despontam como os municípios com os maiores índices de furto de energia na área de concessão da Enel Rio. Nos primeiros dois meses de 2026, esses locais registraram percentuais de desvio de energia que ultrapassaram os 30%, indicando um sério problema de ligações irregulares e outras formas de fraude.
A gravidade do problema é evidenciada pela Enel Rio ao afirmar que o volume de energia furtada em dez cidades do estado em 2025 seria suficiente para abastecer Niterói, São Gonçalo, Campos e Macaé juntas por um ano inteiro. Essa perda não apenas impacta a receita da concessionária, mas também compromete a qualidade do fornecimento para todos os consumidores.
O furto de energia é considerado crime e pode acarretar em penas de 1 a 8 anos de detenção. Além do aspecto legal, a prática sobrecarrega a rede elétrica, podendo causar interrupções e danos à infraestrutura, afetando a segurança e a confiabilidade do sistema. Denúncias podem ser feitas de forma anônima.
Desafio Constante e Impacto Financeiro
Cerca de 17% das unidades consumidoras da Enel Rio estão em áreas de severa restrição operacional, que são responsáveis por expressivos 78,31% das perdas não técnicas. O crescimento de 553% de unidades consumidoras nesses territórios entre 2004 e 2025 agrava o cenário.
Ações e Estatísticas de Combate ao Furto
Nos primeiros meses de 2026, a Enel Rio realizou 26.869 inspeções, resultando em 30 registros de ocorrência e 14 prisões em flagrante. No ano anterior, foram efetuadas 250.411 inspeções, com 207 ocorrências e 112 prisões.
Prejuízos Bilionários para o Setor Elétrico
A Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) estima que, em 2025, as distribuidoras de energia no Brasil sofreram um prejuízo de R$ 6 bilhões devido ao furto de energia. Patrícia Audi, presidente da Abradee, ressalta os riscos para o sistema elétrico e o impacto financeiro na conta de luz de todos os consumidores.
Fonte: G1
