Investigação em andamento na 12ª DP de Copacabana
A 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) está conduzindo investigações para apurar a possível ligação de dois jovens presos e um menor apreendido no caso de estupro coletivo, ocorrido na praia de Copacabana, com outras duas denúncias de crimes sexuais. As novas acusações vieram à tona após a repercussão do primeiro caso, registrado por uma aluna do Colégio Pedro II.
Os agentes estão em diligências e aguardam o depoimento da vítima da segunda denúncia, que relata um crime ocorrido em 2023, quando a adolescente tinha 14 anos. Um terceiro episódio, de outubro de 2025, já conta com o depoimento de uma testemunha. A polícia também busca a quebra do sigilo telemático dos investigados para coletar mais provas.
O menor apreendido está em uma unidade do Degase e é investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro. A Polícia Civil solicitou ao Colégio Pedro II que envie os procedimentos administrativos envolvendo os alunos Vitor Hugo Simonin e o menor apreendido. A identidade do adolescente não foi divulgada por se tratar de um menor de idade.
Suspeitos ligados a outros dois casos de crimes sexuais
Um dos casos sob investigação é semelhante ao ocorrido em Copacabana e teria acontecido em um apartamento no Maracanã, Zona Norte do Rio. A denúncia aponta que o crime ocorreu em agosto de 2023, quando a vítima tinha 14 anos. A mãe da menor registrou a ocorrência apenas em março deste ano, após o caso de Copacabana ser divulgado.
A jovem relatou aos investigadores que mantinha um relacionamento com o menor, que também é citado no estupro coletivo de Copacabana. Ela alega ter sido levada à casa de Mattheus, onde foi forçada a ficar, agredida e obrigada a ter relações sexuais com ele, o menor e um terceiro adulto ainda não identificado. A defesa do menor afirmou que não pode comentar o caso de 2023, que está sob segredo de justiça.
Vitor Hugo investigado por estupro em festa de escola
Vitor Hugo Oliveira Simonin, outro dos envolvidos no caso de Copacabana, é investigado por um estupro que teria ocorrido durante uma festa de alunos do Colégio Pedro II no Humaitá, Zona Sul. O episódio teria acontecido em uma festa junina em um salão de festas do bairro.
Segundo o delegado Ângelo Lages, Vitor Hugo teria levado a vítima para o segundo andar do local, onde o crime teria ocorrido. A vítima relatou que, após beijar Vitor Hugo, foi obrigada a praticar sexo oral nele. Ela só percebeu que havia sido vítima de um crime após a divulgação do caso de Copacabana. A amiga da vítima, que a consolou após o ocorrido, já foi ouvida pela polícia como testemunha.
Fonte: G1
