Governo do Rio e Alerj em Confronto pela Chefia da Polícia Militar
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), enfrenta um cenário de impasse político para definir o novo comandante da Polícia Militar (PM). A saída do atual chefe da corporação, coronel Marcelo Menezes, que é pré-candidato a deputado estadual, era esperada, mas a definição de seu substituto se tornou um ponto de atrito entre o Palácio Guanabara e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A divergência sobre quem assumirá o comando da PM ocorre em meio a articulações políticas e à expectativa de uma possível renúncia de Castro. O governador avalia deixar o cargo antes de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode torná-lo inelegível, visando uma candidatura ao Senado.
A legislação eleitoral permite que secretários permaneçam em seus cargos até o início de abril, mas a antecipação do processo de saída de Castro intensificou a necessidade de definições. A permanência de Menezes no cargo, apesar da exoneração de outros 11 secretários, evidencia a complexidade da negociação.
Divergências na Escolha do Sucessor de Menezes
A saída do coronel Marcelo Menezes é dada como certa, mas o nome que o sucederá na chefia da PM ainda é uma incógnita. O comandante indicou três nomes para o Palácio Guanabara, enquanto deputados estaduais, como Rodrigo Amorim, articulam para emplacar uma alternativa.
Um dos nomes defendidos pelo grupo de deputados é o da coronel Pricilla Azevedo. Azevedo já atuou na Coordenadoria de Polícia Pacificadora e foi secretária durante o governo de Wilson Witzel. Embora seja considerada qualificada internamente, alguns a veem com um perfil fora do padrão atual da corporação.
Rodrigo Amorim tem intensificado críticas a Menezes, acusando-o de realizar campanha antecipada. Esse embate político é um dos fatores que contribuem para o atraso na definição do novo comando da Polícia Militar do estado.
Transição de Governo e a Definição na PM
A indefinição sobre a chefia da PM ocorre em um momento crucial, com a possibilidade real de Cláudio Castro renunciar ao governo. Caso a renúncia se concretize, o desembargador Ricardo Couto assumirá interinamente o cargo até a realização de uma eleição indireta na Alerj.
Internamente no governo, há resistência em deixar a decisão sobre o comando da Polícia Militar para uma gestão interina. Diante da incerteza sobre quem será o próximo governador, parte dos interlocutores defende a adoção de uma chefia provisória para a corporação, buscando garantir a continuidade e estabilidade.
Mudanças no Secretariado para o Calendário Eleitoral
Paralelamente à questão da PM, Cláudio Castro promoveu mudanças em diversas pastas secretarias. A decisão, publicada no Diário Oficial do estado, visa acomodar secretários que disputarão as eleições de 2026.
As alterações contemplam áreas como Polícia Civil, Infraestrutura, Cidades, Ambiente, Desenvolvimento Social, Trabalho, Turismo, Juventude, Ciência e Tecnologia, Habitação e Desenvolvimento Econômico. Segundo o governador, essas movimentações fazem parte do calendário eleitoral e representam uma reorganização política e administrativa no estado.
Fonte: 247
