Dia Internacional da Mulher: Brasil é palco de manifestações contra feminicídio e por direitos
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, ganhou um tom de urgência em 2026, impulsionado pelo alarmante número de 1.518 feminicídios registrados no Brasil no ano anterior. Manifestações em várias cidades reuniram milhares de pessoas neste domingo, clamando pelo fim da violência contra a mulher e pela garantia de direitos.
Em Copacabana, no Rio de Janeiro, a areia da praia foi palco de um protesto simbólico com o lema “Parem de nos matar”. Mulheres fincaram cruzes em memória às vítimas, um ato que buscou conscientizar a sociedade sobre a gravidade do feminicídio.
A mobilização no Rio contou com a presença de representantes de entidades como a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e o Instituto Marielle Franco. A filha da vereadora assassinada, Luyara Franco, reforçou a importância da luta contínua por justiça e igualdade.
Demandas Amplas por Igualdade e Justiça
Além do combate à violência e ao feminicídio, as manifestações abordaram outras pautas cruciais para as mulheres brasileiras. Entre as reivindicações estavam o fim da escala 6×1, o direito ao aborto e o aumento da participação feminina na política. Demandas internacionais, como o fim do bloqueio a Cuba e a liberdade de Cristina Kirchner, também foram expressas.
Autoridades como a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e as deputadas Benedita da Silva e Talíria Petrone, marcaram presença nos atos, reforçando o compromisso com a luta por direitos e igualdade. A ministra emocionou-se ao lembrar de Marielle Franco e reafirmou que a luta por espaço no poder continuará.
Protestos em São Paulo e Outras Capitais
Na Avenida Paulista, em São Paulo, ocorreram dois atos. Um pela manhã reuniu parlamentares e lideranças políticas, enquanto o ato da tarde focou em debates sobre feminicídio e melhores condições de trabalho, incluindo o fim da escala 6×1 e a retomada do aborto legal. Um incidente com um grupo provocador foi rapidamente controlado pelas autoridades.
Em Belo Horizonte, centenas de manifestantes se reuniram na Praça Raul Soares. A ex-deputada Áurea Carolina destacou a epidemia de feminicídios e a importância de educar para o respeito às mulheres, visando um futuro onde ser mulher não seja um fator de risco.
Salvador, na Bahia, e o Distrito Federal também foram palcos de manifestações com pautas semelhantes, exigindo o fim da violência, a garantia de direitos e a promoção da igualdade. A convocação em Salvador ressaltou a importância da democracia e do “Bem Viver”. No DF, críticas foram direcionadas ao governo local.
Atos foram confirmados em todas as capitais e grandes cidades do Brasil, demonstrando a força e a abrangência do movimento em prol dos direitos das mulheres.
Fonte: G1
