Dia de São Jorge no Rio: Milhares celebram o santo guerreiro e Ogum com festas, missas e procissões

Dia de São Jorge no Rio: Milhares celebram o santo guerreiro e Ogum com festas, missas e procissões

Fiéis celebram São Jorge e Ogum em todo o Rio de Janeiro O dia 23 de abril é marcado pela celebração de São Jorge, o santo guerreiro. No Rio de Janeiro, a data ganha ainda mais força com o sincretismo religioso que une São Jorge a Ogum, orixá das mitologias africanas. Uma multidão de devotos […]

Resumo

Fiéis celebram São Jorge e Ogum em todo o Rio de Janeiro

O dia 23 de abril é marcado pela celebração de São Jorge, o santo guerreiro. No Rio de Janeiro, a data ganha ainda mais força com o sincretismo religioso que une São Jorge a Ogum, orixá das mitologias africanas. Uma multidão de devotos se reúne desde a madrugada para festejar o soldado romano, conhecido pela lenda de ter matado o dragão e padroeiro do estado.

As comemorações se estendem por todo o estado, com destaque para a Igreja Matriz de São Jorge, em Quintino, na zona norte do Rio. A programação especial incluiu louvor, momentos de oração e um espetáculo de 300 drones antes da tradicional missa da alvorada. Ao longo do dia, diversas missas foram agendadas, contando com a presença de autoridades e do cardeal arcebispo Dom Orani João Tempesta.

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A tradição da procissão também marcou o dia, levando os fiéis pelas ruas a partir das 16h, estendendo-se até a noite. No centro da cidade, na Avenida Presidente Vargas, um palco montado próximo à Igreja de São Jorge na Praça da República também foi centro de celebrações, com missas ocorrendo de hora em hora desde a madrugada. A celebração de encerramento, presidida pelo cardeal Dom Orani, ocorreu às 18h.

A importância de São Jorge e Ogum para a cultura carioca

O padre Celso Copetti ressalta a relevância de São Jorge para a vida dos cariocas, simbolizando a superação do mal e das injustiças. “São Jorge é considerado aquele que vence o dragão e o dragão significa o mal, significa as injustiças, as lutas cotidianas”, afirma o padre. Ele também destaca a conexão com a matriz africana, reconhecendo que São Jorge acolhe a todos, especialmente aqueles que se sentem excluídos, dialogando com a história de discriminação no Rio.

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Celebrações que transcendem religiões

Além das celebrações católicas, terreiros de Umbanda e Candomblé abriram suas portas para cultuar Ogum, o orixá associado à guerra, à tecnologia e à agricultura. Essa convergência religiosa reflete a diversidade cultural do Rio de Janeiro, onde São Jorge e Ogum são figuras importantes para comunidades de diferentes fés e origens.

Cultura e gastronomia celebram o dia

A agenda de comemorações do Dia de São Jorge no Rio de Janeiro também inclui eventos culturais e gastronômicos. Diversas feijoadas e rodas de samba foram organizadas em homenagem ao santo, celebrando a rica cultura carioca. Este ano marca a primeira vez que as festividades ocorrem após o reconhecimento oficial da festa no calendário da capital fluminense, consolidando ainda mais sua importância.

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Fonte: G1

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