Couto Confirma Estudo para Recomposição Salarial de Servidores do Rio de Janeiro
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, sinalizou nesta sexta-feira (12) que o governo estadual está analisando a viabilidade técnica para uma recomposição salarial dos servidores do Poder Executivo. A informação foi confirmada em reunião com representantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
O estudo abrange a reposição de perdas inflacionárias previstas em lei, que deveriam ter sido efetivadas há três anos, mas foram adiadas devido ao déficit orçamentário. A medida, caso aprovada, beneficiaria todo o funcionalismo estadual, não se restringindo apenas aos profissionais da Uerj.
Contudo, qualquer avanço concreto na recomposição salarial está condicionado ao resultado do julgamento da redistribuição dos royalties de petróleo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para o dia 6 de abril. O Estado do Rio de Janeiro estima um prejuízo de até R$ 8 bilhões anuais caso a decisão seja desfavorável.
Mobilização por Royalties e Crise nas Universidades
Durante o encontro, Couto pediu o apoio da categoria para a tese defendida pelo Estado do Rio no STF. A discussão sobre a recomposição salarial ocorre em um momento de instabilidade para as instituições de ensino público no Brasil. Professores e técnicos da Universidade Federal Fluminense (UFF) já paralisaram suas atividades em março, reivindicando não só a reposição salarial, mas também o retorno dos triênios e soluções para o estrangulamento orçamentário.
Impacto Nacional na Educação Superior
O cenário de paralisações e protestos não se limita à UFF e à Uerj. Mais de 50 instituições federais e algumas estaduais importantes no Sudeste do país estão sendo afetadas, impactando cerca de 915 mil universitários. Na rede federal, 51 instituições enfrentam greve de técnicos administrativos que cobram o cumprimento de acordos firmados com o governo após a paralisação de 2024.
O movimento já afeta serviços essenciais, como o funcionamento de bandejões e a liberação de bolsas de auxílio, evidenciando a gravidade da crise orçamentária que assola o setor educacional.
Fonte: O Globo
