Cláudio Castro deixa governo do Rio de Janeiro antes de julgamento no TSE
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo nesta segunda-feira (23), na véspera da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode cassar seu mandato e declará-lo inelegível. A saída ocorre em meio a um evento no Palácio Guanabara com aliados.
A renúncia permite que Castro concorra a um cargo legislativo nas eleições deste ano. Por ter assumido o governo em 2021 após a cassação de Wilson Witzel, ele não poderia disputar a reeleição.
Sem vice-governador, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, assumirá o comando do estado interinamente. Ele convocará uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para escolher um substituto até o fim do mandato.
Eduardo Paes critica renúncia e acusa Castro de “fugir da justiça”
O ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao governo, Eduardo Paes (PSD), criticou a organização do evento de renúncia na véspera do julgamento no TSE. Paes classificou a saída de Castro como uma tentativa de “fugir da justiça” e desrespeitar o processo judicial.
“Encerramento de mandato nada! Trata-se de um governador omisso fugindo da justiça. Fugindo não! Pior! Desrespeitando a justiça com os crimes que cometeu! Não podemos mais permitir que esse tipo de impunidade aconteça”, escreveu Paes em suas redes sociais, acusando Castro de “destruir” o Rio de Janeiro e de tentar emplacar um sucessor para manter o que chama de “aprontando”.
Entenda as acusações contra Cláudio Castro no TSE
O TSE retoma nesta terça-feira (24) o julgamento de recursos contra a absolvição de Cláudio Castro em um processo que apura suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A investigação do Ministério Público Eleitoral do Rio apontou 27 mil contratações temporárias sem transparência no Ceperj e na Uerj, supostamente para acomodar aliados do governador.
O caso foi julgado em maio de 2024 pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que decidiu por 4 votos a 3 pela não comprovação de abusos. Recursos do MPE e da coligação de Marcelo Freixo levaram o caso ao TSE. Em novembro, o MP pediu a cassação e a inelegibilidade de Castro e outros acusados por uso indevido de verbas públicas e abuso de poder político.
Fonte: g1.globo.com
