Cláudio Castro Renomeia UPPs para Unidades de Polícia de Proximidade no Rio de Janeiro

Cláudio Castro Renomeia UPPs para Unidades de Polícia de Proximidade no Rio de Janeiro

Mudança de Nome nas Unidades Policiais do Rio O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou uma alteração significativa na nomenclatura das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Instituídas em 2008 com o objetivo de retomar territórios dominados pelo tráfico, as UPPs agora serão chamadas de Unidades de Polícia de Proximidade. A decisão foi […]

Resumo

Mudança de Nome nas Unidades Policiais do Rio

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou uma alteração significativa na nomenclatura das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Instituídas em 2008 com o objetivo de retomar territórios dominados pelo tráfico, as UPPs agora serão chamadas de Unidades de Polícia de Proximidade. A decisão foi oficializada através de um decreto publicado no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira, 27.

A mudança abrange também o Comando de Polícia Pacificadora, que passará a se denominar Comando de Polícia de Proximidade. Adicionalmente, o Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas foi renomeado para Batalhão de Polícia de Turismo, refletindo ajustes na estrutura de segurança do estado.

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Inicialmente, o projeto das UPPs foi elogiado por especialistas e pela população devido à queda nos índices de homicídios nas comunidades onde foram implementadas. Contudo, o programa enfrentou desgastes consideráveis ao longo dos anos, marcados por excessos cometidos contra os moradores.

Histórico e Desafios das UPPs

Um dos episódios mais emblemáticos que abalaram a credibilidade do programa foi a morte do pedreiro Amarildo de Souza, na Rocinha, com suspeitas recaindo sobre agentes da UPP. Este caso, entre outros, contribuiu para o desgaste da imagem e da eficácia das unidades.

Dez anos após sua criação, e já sob intervenção federal, as UPPs começaram a ser desativadas. Um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), datado de 2025, apontou que a execução do programa no Rio de Janeiro, em vez de conter o crime, acabou por facilitar a expansão da facção criminosa Comando Vermelho para outros estados.

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A transição para o novo modelo de ‘Polícia de Proximidade’ sinaliza uma tentativa de reformular a abordagem policial nas comunidades, buscando uma relação mais direta e, espera-se, mais positiva com os cidadãos, aprendendo com os erros do passado.

Fonte: G1

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