Governador Cláudio Castro justifica intervenção policial e fala em ‘legado’ de segurança
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), classificou a megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou na morte de mais de cem pessoas em outubro do ano passado, como uma ação que “higienizou mais de 115 vagabundos”. A declaração foi feita durante a cerimônia de entrega de 140 viaturas e 100 bicicletas elétricas ao programa Segurança Presente.
Castro defendeu a intervenção, afirmando que “90% das pessoas que moram lá (na Penha e o Alemão) foram favoráveis à operação policial”. Segundo ele, a ação retirou criminosos que impunham barricadas, restringiam a circulação de moradores e controlavam a rotina das comunidades, representando a “última fronteira entre a anarquia e o Estado”.
Em seu discurso, o governador enfatizou que a polícia é essencial para garantir a liberdade de circulação, que ele descreve como o “pai dos direitos” e a base da democracia. Ele reiterou que o Estado não pode admitir um “estado paralelo”, onde traficantes armados impõem regras em territórios dominados por facções.
Investimentos e ‘ciclo virtuoso’ na segurança pública
Durante o evento, Cláudio Castro destacou os investimentos anuais de R$ 16 bilhões na segurança pública do estado. Ele mencionou a recomposição do efetivo da Polícia Civil, que teria passado de cerca de 7 mil para quase 11 mil agentes, e reajustes salariais de aproximadamente 40% para as forças de segurança. A renovação da frota com a compra de centenas de viaturas e a garantia de armamento e colete próprios para cada policial também foram citados.
O governador atribuiu os resultados a um “ciclo virtuoso” da segurança pública, fundamentado em infraestrutura, investimento e respaldo político. Ele também ressaltou a mudança na percepção da população em relação à política de segurança, considerando uma “virada de narrativa” ao longo de sua gestão.
Alinhamento político e legado para o futuro
Em tom eleitoral, Castro associou a condução da segurança pública a um grupo que, segundo ele, “tem lado” e está alinhado a uma agenda iniciada em 2018, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele expressou o desejo de deixar o estado “muito melhor” do que o recebeu em 2019 e afirmou que o legado construído não se perderá no próximo ciclo, caso seu candidato ao governo, Douglas Ruas (PL), seja eleito.
O governador destacou o modelo de segurança que atua mais próximo da população, com policiais a pé, de moto e bicicleta em áreas de grande circulação. Ele argumentou que essa proximidade tem trazido resultados concretos, como prisões de foragidos e ações preventivas que reduzem a criminalidade.
Castro também mencionou avanços em outras áreas, como infraestrutura, geração de emprego e programas sociais, destacando a eficiência do governo em manter investimentos mesmo com restrições orçamentárias. Ele citou a recuperação de praias, o aumento no número de empresas abertas e a expansão de projetos de combate à fome como exemplos de gestão eficiente.
Fonte: g1.globo.com
