Atentado Contra Secretário do Procon do Rio de Janeiro Mobiliza Autoridades
O secretário de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, João Pires, foi vítima de um atentado na última terça-feira, 17. O incidente ocorreu em um posto de gasolina na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), em São Gonçalo, Região Metropolitana. Um vídeo divulgado pelo prefeito Eduardo Paes mostra a colisão de dois veículos após o que aparenta ser uma perseguição.
João Pires tem ganhado destaque nas redes sociais por expor fraudes em postos de gasolina. Utilizando equipamentos de medição, ele demonstra como bombas podem ser adulteradas para entregar menos combustível do que o indicado e também fiscaliza a qualidade da gasolina, verificando o teor de álcool.
O prefeito Eduardo Paes utilizou suas redes sociais para denunciar o ataque, classificando o Rio de Janeiro como um “estado sem lei e sem autoridade”. Ele ressaltou o trabalho de João Pires no combate a “máfias”, especialmente a dos postos de gasolina, e assegurou que as fiscalizações continuarão e que o secretário terá mais proteção.
Secretário Relata o Incidente e Busca Segurança
João Pires confirmou estar em segurança e informou que registrou a ocorrência na delegacia, que foi enquadrada como tentativa de roubo. Uma investigação foi aberta para apurar todos os detalhes do ocorrido. “Graças a Deus absolutamente nada aconteceu comigo, não tenho um arranhão”, declarou o secretário, agradecendo o suporte da família e das forças policiais.
Ação do Procon e Críticas Políticas
O caso gerou uma escalada na tensão política entre o prefeito Eduardo Paes e o governador. Paes expressou em suas redes sociais a expectativa de uma “resposta eficiente e rápida da Instituição Polícia Civil”, reforçando a confiança na maioria dos policiais que “não se curvam ao crime e a politicagem”.
O trabalho de João Pires tem sido fundamental para alertar os consumidores sobre práticas abusivas em postos de combustível, como a adulteração de bombas e a venda de combustíveis fora das especificações legais. As fiscalizações frequentes têm incomodado setores que lucram com irregularidades.
Fonte: G1
