Casal é indiciado por morte de mulher queimada em ritual religioso em Realengo, Rio de Janeiro

Casal é indiciado por morte de mulher queimada em ritual religioso em Realengo, Rio de Janeiro

Polícia Civil indiciou yalorixá e marido pela morte de Caroline Pinto dos Santos, de 31 anos. A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou a yalorixá Thayane Alves de Maria e seu marido, Gabriel da Mota Pimentel Dalia, pela morte de Caroline Pinto dos Santos, de 31 anos. Caroline teve 65% do corpo queimado durante […]

Resumo

Polícia Civil indiciou yalorixá e marido pela morte de Caroline Pinto dos Santos, de 31 anos.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou a yalorixá Thayane Alves de Maria e seu marido, Gabriel da Mota Pimentel Dalia, pela morte de Caroline Pinto dos Santos, de 31 anos. Caroline teve 65% do corpo queimado durante uma cerimônia religiosa em um terreiro de candomblé em Realengo, na Zona Oeste da capital fluminense.

A vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu em 9 de julho, após quase um mês internada no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz. O inquérito policial foi concluído e encaminhado à Justiça, com o casal indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

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Segundo o delegado Alessandro Petralanda, responsável pela investigação, o casal utilizou uma substância altamente inflamável em um recipiente que já continha material combustíveis e uma fonte de ignição, o que resultou na explosão e no incêndio que atingiu Caroline.

Detalhes da cerimônia e depoimentos de testemunhas

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou que as queimaduras graves sofridas por Caroline foram a causa de sua morte. Durante a investigação, testemunhas relataram que Gabriel não teria prestado socorro à vítima imediatamente após a explosão. Imagens analisadas pela polícia mostram o homem despejando etanol em uma cumbuca que já estava em chamas, momento antes da explosão.

Anderson Bruno de Andrade Júnior, proprietário do terreiro, afirmou em depoimento que Thayane não o informou previamente sobre o uso de materiais inflamáveis. Ele relatou que Gabriel foi alertado para não usar o combustível, mas buscou o galão no carro a pedido da companheira.

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A irmã da vítima, Carina, também prestou depoimento e informou que Caroline, ainda durante a internação, disse que não sabia que haveria fogo durante a cerimônia. Segundo Carina, a vítima precisou usar um lençol para tentar apagar as chamas que consumiam seu corpo.

Suposta tentativa de ocultação de provas e nota da defesa

A investigação também apontou uma suposta tentativa de eliminação de provas. Testemunhas informaram que Thayane orientou filhos de santo a apagarem fotos, vídeos e mensagens relacionadas ao incidente após o incêndio.

Pouco tempo após a morte de Caroline, Thayane publicou uma nota afirmando que o ritual era de caráter particular e conduzido exclusivamente por ela e pelo marido, classificando o ocorrido como um “acidente de natureza inesperada e imprevisível”. Ela negou qualquer tipo de fuga.

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Caroline Pinto dos Santos deixou três filhas, de 5, 10 e 16 anos. Ela foi sepultada no dia 11 de julho, no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência.

Fonte: O DIA

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