Cacique Cobra Coral Suspende Assistência Climática no Rio e Cobra Obras de Drenagem da Prefeitura
A Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC), entidade que afirma atuar desde 1931 com interferência mística no clima, anunciou a suspensão de seus serviços de assistência climática na cidade do Rio de Janeiro. A decisão, comunicada após fortes chuvas que assolaram a cidade, ocorre por falta de cumprimentos de contrapartidas por parte da Prefeitura.
Moradores cariocas, acostumados a acionar a FCCC em momentos de instabilidade climática, foram surpreendidos com a resposta da fundação. Em suas redes sociais, a entidade esclareceu que os convênios mantidos com o município, iniciados na gestão de César Maia, encontram-se suspensos.
Segundo Osmar Santos, porta-voz da FCCC e marido da médium Adelaide Scritori, que supostamente incorpora o espírito do cacique, a suspensão se dá pela ausência de relatórios que demonstrem obras de infraestrutura e drenagem necessárias para mitigar os efeitos de fenômenos climáticos.
Contrapartidas e Modelo de Atuação
A fundação enfatiza que não existe contrato de compra de serviços nem pagamento de cachê pela Prefeitura, e que as ações de intervenção climática são oferecidas de forma gratuita. Contudo, essa assistência está condicionada a contrapartidas do poder público.
Entre as contrapartidas exigidas estão a implementação de ações de drenagem, limpeza de córregos, obras de infraestrutura, envio de dados do Centro de Operações Rio (COR) e suporte logístico em grandes eventos. Sem o cumprimento desses itens, a FCCC suspende sua atuação.
Histórico de Parceria e Desafios
A FCCC relembra que a parceria com o Rio já enfrentou desafios. Em 2015, durante uma crise hídrica, o trabalho místico foi suspenso, resultando em um temporal que afetou os desfiles de Carnaval. Apesar do prefeito Eduardo Paes ser apontado como entusiasta da parceria, a renovação formal dos acordos esbarra em burocracia e resistências técnicas e políticas.
A fundação afirma que, sem os convênios bienais formais, as ações passaram a ocorrer de forma independente ou por solicitações pontuais. O Carnaval deste ano, por exemplo, contou apenas com boletins meteorológicos, diferentemente do Réveillon, que teria tido a atuação de Adelaide Scritori.
Fonte: G1
