Operação da PM na Ilha do Governador resulta na morte de Cachulé, chefe do tráfico no Barbante
Um intenso confronto entre a Polícia Militar e criminosos na comunidade do Barbante, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, culminou na morte de Wagner Barreto de Alencar, conhecido como Cachulé, na tarde desta sexta-feira (16). Cachulé era apontado como o principal líder do tráfico de drogas na região e estava foragido da Justiça desde 2016.
A ação foi realizada por equipes do 17º BPM (Ilha do Governador) e do Grupamento Aeromóvel (GAM). Segundo informações da PM, as forças de segurança interceptaram o veículo em que o traficante estava no interior da comunidade. Houve resistência armada e troca de tiros.
Wagner Barreto de Alencar chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Evandro Freire, mas não resistiu aos ferimentos. Durante a operação, foram apreendidos dois fuzis e um veículo Volkswagen Virtus, que apresentava diversas marcas de tiros, foi recuperado.
Quem era Cachulé?
Wagner Barreto de Alencar era o chefe do tráfico de drogas na comunidade do Barbante, com forte ligação ao Comando Vermelho. Ele era o principal suspeito de ordenar a destruição do Posto de Policiamento Comunitário (PPC) do morro em 2017, após a expulsão de policiais do local.
O ataque ao posto policial, que contou com cerca de 40 criminosos, teria sido uma retaliação a um suposto impedimento da PM para a realização de um baile funk que comemoraria o aniversário de Cachulé. O traficante estava foragido do sistema penitenciário desde abril de 2016, quando fugiu do Instituto Penal Edgard Costa, em Niterói, após ter acesso ao regime semiaberto.
Cachulé possuía antecedentes criminais por tráfico de drogas, homicídio, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Clima de tensão e barricadas na região
Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram um clima de tensão na Ilha do Governador durante a operação, com um helicóptero sobrevoando a área. Um ônibus da linha 922 (Tubiacanga x Fundão) teve suas chaves retiradas e foi utilizado como barricada na Estrada das Canárias. Segundo o Rio Ônibus, o veículo já foi removido e não há desvios de linhas no momento.
Fonte: G1
