Bonitão: Quem é o policial penal foragido do STF suspeito de facilitar extradição de traficante

Bonitão: Quem é o policial penal foragido do STF suspeito de facilitar extradição de traficante

Policial Penal Bonitão é procurado pelo STF após suspeita de envolvimento em esquema para atrasar extradição O policial penal Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, conhecido como Bonitão, está foragido e é procurado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Anomalia, deflagrada pela Polícia Federal. Ele é suspeito de atuar como um facilitador político […]

Resumo

Policial Penal Bonitão é procurado pelo STF após suspeita de envolvimento em esquema para atrasar extradição

O policial penal Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, conhecido como Bonitão, está foragido e é procurado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Anomalia, deflagrada pela Polícia Federal. Ele é suspeito de atuar como um facilitador político e operacional para atrasar a extradição de um traficante internacional de drogas.

As investigações da PF indicam que Bonitão teria recebido um adiantamento de R$ 15 mil de um grupo que buscava impedir a extradição de Gerel Lusiano Palm, um cidadão de Curaçao condenado por homicídio na Holanda e investigado nos Estados Unidos por tráfico internacional. A promessa era de receber R$ 150 mil caso o cancelamento do processo de extradição fosse bem-sucedido.

Apesar de estar foragido, Luciano de Lima Pinheiro recebeu dois salários do governo do estado do Rio de Janeiro em fevereiro deste ano, totalizando R$ 6.198,73. A Polícia Federal suspeita que ele esteja morando nos Estados Unidos.

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Passado como segurança e envolvimento com o tráfico

Antes de se tornar assessor parlamentar, Bonitão atuou como segurança de jogadores de futebol no início da década de 2010, especialmente de atletas brasileiros que jogavam na Rússia. Em 2014, ele chegou a ser preso na comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, sob a acusação de ser informante do traficante Marcelo das Dores, o Menor P, e de ser um elo entre Menor P e o ex-chefe do tráfico na Rocinha, Antonio Bonfim Lopes, o Nem. Na ocasião, ele respondeu ao processo em liberdade e, após ser condenado, obteve reabilitação criminal.

Vínculos com figuras políticas e investigações anteriores

Em agosto de 2021, Bonitão foi alvo de uma investigação da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro. Ele teria visitado o presídio onde estava o empresário Glaidson Acácio, conhecido como o “Faraó dos Bitcoins”, em um período de quarentena. Na época, o policial penal negou a visita.

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Mais recentemente, Luciano Pinheiro foi nomeado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e posteriormente cedido ao gabinete do deputado federal Dr. Luizinho (PP) em Brasília, até fevereiro de 2025. A assessoria de André Ceciliano, ex-presidente da Alerj, informou que a indicação de Pinheiro na casa foi feita pelo deputado André Lazaroni e que Ceciliano não se reuniu com ele em Brasília, sugerindo que Bonitão poderia ter tentado “vender um prestígio que não tinha”. A assessoria do deputado Dr. Luizinho não retornou os contatos para comentar o caso.

Operação Anomalia e o traficante Gerel Lusiano Palm

A Operação Anomalia, que levou à expedição de quatro mandados de prisão pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, visa desarticular um grupo suspeito de tentar impedir a extradição de Gerel Lusiano Palm. O traficante foi preso pela Interpol no Rio de Janeiro em 2021 e está no sistema penitenciário do estado. As investigações apontam que o grupo tentou interceder para adiar sua extradição para os Estados Unidos, onde é investigado pelo DEA, a agência antidrogas americana.

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Interceptações telefônicas autorizadas pela justiça revelaram que o delegado federal Fabrizio Romano, um dos presos na operação, manteve contato com o “homem de Brasília” e que Luciano Pinheiro teria articulado uma reunião na capital federal para tratar do assunto, recebendo parte do pagamento adiantado.

Fonte: g1.globo.com

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