Alexandre de Moraes exige explicações sobre "gratificação faroeste" para policiais do RJ

Alexandre de Moraes exige explicações sobre “gratificação faroeste” para policiais do RJ

Moraes abre investigação sobre bônus por letalidade policial no Rio de Janeiro O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e o governo estadual apresentem explicações sobre a chamada “gratificação faroeste”. Essa bonificação é destinada a policiais civis que tenham “neutralizado” criminosos em […]

Resumo

Moraes abre investigação sobre bônus por letalidade policial no Rio de Janeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e o governo estadual apresentem explicações sobre a chamada “gratificação faroeste”. Essa bonificação é destinada a policiais civis que tenham “neutralizado” criminosos em operações no estado.

Os órgãos públicos têm um prazo de dez dias para fornecer informações detalhadas sobre a lei que institui o pagamento. A decisão de Moraes atende a um pedido do Diretório Nacional do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), que considera a gratificação inconstitucional e um incentivo à violência policial.

O caso foi designado para relatoria de Moraes devido à sua relação com a ADPF das Favelas, uma ação que já trata da letalidade policial no Rio de Janeiro. O Psol argumenta que o dispositivo legal é inconstitucional tanto em sua forma quanto em seu conteúdo, classificando o bônus como um “incentivo financeiro à violência policial”.

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Entenda a “gratificação faroeste”

A Lei Estadual nº 11.003/2025, aprovada em outubro de 2025, prevê a reestruturação do quadro de servidores da Secretaria Estadual de Polícia Civil. Seu artigo 21 estabelece uma bonificação que pode variar de 10% a 150% do salário. Os critérios para o pagamento incluem a vitimização em serviço, a apreensão de armas de grosso calibre e a “neutralização de criminosos”.

Inicialmente, o governador Cláudio Castro vetou o artigo, citando a falta de previsão orçamentária. No entanto, o veto foi derrubado pela Alerj em dezembro, com apoio de deputados como Rodrigo Amorim (União), líder do governo na casa.

Críticas e questionamentos sobre a lei

Diversos órgãos já se manifestaram contra a gratificação. Antes mesmo da aprovação da lei, a Defensoria Pública da União (DPU) emitiu uma nota técnica classificando a medida como um estímulo a confrontos letais. Segundo a DPU, o próprio termo “neutralização” é impreciso e viola a dignidade humana.

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A exigência de explicações pelo STF reforça o debate sobre os limites da atuação policial e a constitucionalidade de leis que podem incentivar a violência em nome da segurança pública. A decisão de Moraes visa esclarecer os contornos e a legalidade da “gratificação faroeste” no estado.

Fonte: G1

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