Ação no STF sobre favelas do Rio replica 'inquérito das fake news' de Moraes, gerando críticas

Ação no STF sobre favelas do Rio replica ‘inquérito das fake news’ de Moraes, gerando críticas

STF: ADPF das Favelas segue modelo de investigação ampliada sob relatoria de Moraes A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) que busca limitar operações policiais em favelas do Rio de Janeiro tem seguido uma linha de atuação similar à do inquérito das fake news, ambas sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A […]

Resumo

STF: ADPF das Favelas segue modelo de investigação ampliada sob relatoria de Moraes

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) que busca limitar operações policiais em favelas do Rio de Janeiro tem seguido uma linha de atuação similar à do inquérito das fake news, ambas sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A ação, que começou em 2019 com o objetivo de estabelecer regras para a atuação policial, expandiu seu escopo e levantou críticas sobre a centralização de poderes e a falta de limites nas investigações.

Especialistas apontam que a condução da ADPF das Favelas por Moraes, que também relata o caso das fake news, reitera preocupações sobre a concentração de poder no Supremo Tribunal Federal (STF). A ampliação do escopo investigativo, sem limites claros de alcance e com ramificações sigilosas, como a que levou à prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, tem gerado atrito entre os Poderes.

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A dinâmica da ADPF das Favelas tem sido comparada ao inquérito das fake news, que se iniciou com o objetivo de investigar ataques a ministros do STF, mas gradualmente ampliou seu alcance para abarcar desinformação e atos antidemocráticos. Essa expansão, marcada por sigilo e investigações conexas, tem sido alvo de críticas por juristas e políticos quanto à atuação do STF e a centralidade do ministro Moraes.

Trajetória da ADPF das Favelas e a relatoria de Moraes

A ADPF das Favelas foi apresentada em 2019 e, após passagens pelas relatorias de Edson Fachin e Luís Roberto Barroso, foi redistribuída para Alexandre de Moraes em outubro passado, após a aposentadoria de Barroso. Pelo regimento interno do STF, o caso foi encaminhado provisoriamente a Moraes, na ordem de antiguidade, enquanto a nomeação de um novo ministro para a vaga de Barroso não é aprovada pelo Senado.

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Críticas à ampliação do escopo e ao foro por prerrogativa

Luiz Gomes Esteves, professor do Insper, avalia que a ADPF das Favelas repete o modelo do inquérito das fake news ao lidar com pessoas e fatos indeterminados, abrindo espaço para investigações conexas. A investigação de Rodrigo Bacellar, por exemplo, é vista como uma ampliação indevida do foro por prerrogativa de função, já que parlamentares estaduais não possuem foro no STF.

A atuação do STF na ADPF das Favelas também tem sido criticada por congressistas e autoridades locais, que argumentam que o tribunal estaria limitando as atribuições do governo do Rio na área de segurança pública e

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