Rio de Janeiro: Apenas 10% das ciclovias oferecem segurança real com pistas separadas do tráfego
A recente e trágica morte de uma mãe e seu filho na Tijuca, enquanto utilizavam um veículo autopropelido, reacendeu o debate sobre a segurança e a qualidade da rede cicloviária no Rio de Janeiro. O incidente evidencia as fragilidades da infraestrutura destinada a bicicletas e veículos similares na cidade.
A prefeitura informa que a cidade conta com 501 quilômetros de vias para bicicletas, divididas em 575 trechos. No entanto, a maioria dessas vias não oferece a separação física necessária para garantir a segurança dos ciclistas frente ao tráfego de veículos motorizados.
Dados recentes revelam que apenas 10% dessa extensa malha são compostos por ciclovias com pistas exclusivas e separadas do tráfego de carros, conforme informação divulgada pelo DataRio.
Rede cicloviária: Quantidade sem qualidade?
A extensão atual da rede cicloviária do Rio de Janeiro está significativamente distante da meta de mil quilômetros estabelecida no Plano de Expansão Cicloviária (CicloRio) até 2033. Contudo, especialistas apontam que o problema vai além da mera quantidade.
A falta de integração entre os diferentes trechos, a sinalização precária e a concentração das ciclovias em áreas específicas da cidade comprometem a segurança e a funcionalidade do sistema como um todo, desestimulando o uso da bicicleta como meio de transporte.
Desafios e perspectivas para o futuro
A análise dos dados aponta que, dos 501 km de ciclovias, 233 km são faixas compartilhadas com calçadas, 186 km são compartilhados com pistas de automóveis, e 98 km são ciclofaixas. Apenas 58 km configuram-se como ciclovias propriamente ditas, com pistas exclusivas e seguras.
Essa configuração levanta questionamentos sobre a efetividade da rede em promover a mobilidade urbana sustentável e segura. A necessidade de melhorias urgentes na infraestrutura e no planejamento é clara para que o Rio de Janeiro possa se tornar uma cidade verdadeiramente amigável às bicicletas.
Fonte: G1
