Morre paciente com HIV após transplante de órgãos contaminados no RJ; caso chocou o país em 2024

Morre paciente com HIV após transplante de órgãos contaminados no RJ; caso chocou o país em 2024

Uma das vítimas de HIV após transplante contaminado no RJ morre aos 64 anos Uma paciente de 64 anos, que contraiu HIV após receber um transplante de órgãos contaminados no Rio de Janeiro, morreu no último dia 18. Ela era uma das seis pessoas infectadas após a liberação de órgãos com resultados falsos negativos para […]

Resumo

Uma das vítimas de HIV após transplante contaminado no RJ morre aos 64 anos

Uma paciente de 64 anos, que contraiu HIV após receber um transplante de órgãos contaminados no Rio de Janeiro, morreu no último dia 18. Ela era uma das seis pessoas infectadas após a liberação de órgãos com resultados falsos negativos para o vírus em exames realizados pelo Laboratório PCS Saleme. A causa exata da morte ainda está sob investigação.

O caso, considerado inédito na história do serviço de transplantes, veio à tona em outubro de 2024. As investigações revelaram que o laboratório deixou de realizar testes obrigatórios para reduzir custos, resultando na liberação de órgãos infectados pelo HIV. Os outros cinco pacientes infectados continuam vivos e em tratamento.

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) lamentou o falecimento e informou que a paciente recebia assistência completa há um ano e cinco meses, com acompanhamento diário de uma equipe multidisciplinar. A família da vítima já foi indenizada pelo Governo do Estado em julho do ano passado. A SES-RJ reforça o compromisso de oferecer suporte psicológico aos familiares.

Falhas laboratoriais levaram à contaminação em transplantes

A contaminação ocorreu entre fevereiro e abril de 2025, quando seis pacientes receberam órgãos que apresentavam resultados falsos negativos para HIV emitidos pelo Laboratório PCS Saleme, localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A investigação apontou que a empresa omitiu testes essenciais para diminuir despesas.

Documentos obtidos com exclusividade revelaram laudos assinados por Walter Vieira e Jaqueline Íris Bacellar de Assis, indicando que os órgãos eram não reagentes para HIV. Após a divulgação do escândalo, o laboratório, que havia sido contratado sem licitação pela Fundação Saúde, foi interditado.

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Processo judicial e acusações contra o laboratório

O Ministério Público denunciou os responsáveis pelo laboratório por associação criminosa, lesão corporal gravíssima, falsidade ideológica e falsificação de documento particular. A acusação aponta que os réus sabiam dos riscos de contrair doenças em organismos já fragilizados por imunossupressores, como o HIV, que seriam devastadores para os transplantados.

O julgamento do caso teve início em fevereiro de 2025, na 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu. Os seis réus são os sócios Walter Vieira e Matheus Sales Teixeira Vieira (pai e filho), e os funcionários Jaqueline Íris Barcellar de Assis, Ivanilson Fernandes dos Santos, Cléber de Oliveira Santos e Adriana Vargas dos Anjos. Cinco deles respondem ao processo em liberdade, enquanto Jaqueline está em prisão domiciliar.

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Em julho do ano passado, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público e o governo do estado para garantir a indenização das vítimas. A Secretaria de Estado de Saúde informou que a sindicância interna apontou falhas nos processos do laboratório, que já foram corrigidas.

Fonte: g1

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