Policial militar agride estudantes em escola estadual no Rio de Janeiro
Detenção e encaminhamento para autoridades
Após as agressões, Marissol, Theo e João foram detidos pelo policial e um segundo agente presente no local e levados à 9ª DP (Catete) sob acusação de desacato à autoridade. A denúncia sobre as agressões foi enviada ao gabinete do deputado federal Tarcísio Motta (Psol), que divulgou o vídeo da ação policial.
Um aluno da escola, que assinou o abaixo-assinado, testemunhou a agressão e relatou que os jovens tentaram dialogar com o policial, mas foram confrontados. “O policial já chegou falando que eles não podiam estar ali. Os meninos começaram a debater com o PM, não desacreditando, era um diálogo normal. Só que na hora que ela (Marissol) foi falar alguma coisa, o policial a segurou. Ela disse: ‘Não encosta’. O PM deu um tapa na cara dela”, contou o aluno Pedro Conforti, de 21 anos.
Pedro também presenciou o momento em que Theo foi agredido com um soco ao tentar apartar a confusão. “Como eu moro em comunidade, eu vejo muita covardia, eu já sofri uma agressão assim. Então, quando eu vi o policial fazendo isso, achei muito errado”, relatou.
Ações e posicionamentos oficiais
O deputado Tarcísio Mota acompanhou os estudantes na delegacia e classificou a situação como “um combo de absurdos”. Ele protocolou um ofício no Ministério Público pedindo a apuração das responsabilidades e acionou o Conselho Tutelar da Zona Sul. O parlamentar também solicitou acesso às imagens das câmeras corporais dos policiais.
As deputadas estaduais Dani Balbi (PCdoB/RJ) e Renata Souza (PSOL) também protocolaram notícia de crime junto ao MP do Rio para apurar as agressões. Dani Balbi ressaltou que a violência policial é incompatível com o ambiente escolar e defendeu a responsabilização dos envolvidos.
A Polícia Militar informou que a Corregedoria Geral instaurará um procedimento para apurar a conduta do agente, que foi identificado e afastado das ruas preventivamente. A corporação reafirmou seu compromisso em apurar a conduta de seus policiais com atenção e transparência.
A Secretaria Estadual de Educação lamentou o ocorrido e declarou não compactuar com qualquer forma de violência no ambiente escolar. A pasta afirmou que prestará apoio aos alunos e que a PM foi acionada de forma preventiva para garantir a segurança. A Seeduc determinou o afastamento do professor alvo da manifestação e abriu uma sindicância para apurar o caso.
Fonte: G1
