Cariocas aprovam estreia da Força Municipal e pedem mais segurança
No primeiro dia útil de atuação da Força Municipal no Rio de Janeiro, a população expressou otimismo com o reforço no policiamento ostensivo e preventivo, especialmente voltado ao combate de roubos e furtos. As ações iniciais concentram-se em áreas críticas como a Rodoviária, Terminal Gentileza, Estação Leopoldina e as adjacências do Jardim de Alah.
Moradores e trabalhadores dessas regiões relataram a sensação de insegurança e a necessidade de maior presença policial. A iniciativa visa diminuir a incidência de crimes em locais e horários de maior vulnerabilidade, com base em análise de ocorrências e dados.
A expectativa é que a nova tropa, equipada com armamento e tecnologia de monitoramento, traga uma melhora significativa na sensação de segurança pública na cidade. A prefeitura planeja expandir gradualmente a atuação para outros 20 perímetros definidos.
Segurança no Leblon e Jardim de Alah: esperança e preocupação
No Leblon, onde está localizada uma base da Força Municipal, a doméstica Regina Silva, de 40 anos, comentou sobre a criminalidade na região. “Muitas vezes, saio do trabalho e vejo grupos grandes de adolescentes que roubam, já vi vários assaltos por aqui. É muito revoltante”, relatou, expressando surpresa e esperança com a nova base.
A dona de casa Fabiana Farias, 39, que mora perto do Jardim de Alah, também compartilhou sua experiência com assaltos e a presença de moradores de rua na praça. “Acredito que essa nova base será importante para o bairro e vai melhorar a segurança na cidade”, afirmou.
O estudante de Direito Mateus Barreto, 25, que já foi assaltado na área do canal da Avenida Visconde Albuquerque, destacou a necessidade de mais segurança no Rio. “O que puder trazer mais segurança, é sempre bem-vindo. Espero que melhore e, então, precise expandir para toda a cidade”, disse.
Expansão gradual e tecnologia no monitoramento
Além das áreas já mencionadas, a prefeitura definiu outros 20 perímetros para o reforço do policiamento, com implementação gradual. A expansão será avaliada em reuniões do CompStat, sistema de segurança adotado pela Força Municipal.
A corporação estabeleceu outras duas bases em Inhoaíba (Zona Oeste) e Piedade (Zona Norte), equipadas com infraestrutura administrativa e de apoio. O digitador Sebastião Santos, 62, torce para que o patrulhamento alcance outras regiões. “Sempre estamos precisando de mais segurança, porque a violência está grande”, reforçou.
Agentes armados com pistolas, tasers e cassetetes atuaram na Rodoviária do Rio, com apoio de viaturas, motos e vans. A cabeleireira Michele Barros, que se sente insegura na área, celebrou a presença das equipes. “Com certeza a presença dos agentes vai dar melhor sensação de segurança”, comemorou.
Estrutura e tecnologia para a Força Municipal
A Força Municipal conta com 600 guardas já incorporados, e mais 600 serão convocados. Cada área de atuação possui um supervisor responsável pela coordenação e acompanhamento das atividades através do Quadro de Missão Dirigida (QMDs).
A atuação dos agentes é monitorada em tempo real pela Sala de Monitoramento e Gestão Operacional, no Centro de Operações do Rio (COR). Por meio de GPS, câmeras corporais e dispositivos móveis, supervisores acompanham as equipes e podem intervir em caso de desvios ou ocorrências, com alertas automáticos após 15 minutos de afastamento do trajeto planejado sem comunicação.
Fonte: G1
