Cláudio Castro se reúne com cúpulas de partidos após TSE e adia decisão sobre permanência no cargo

Cláudio Castro se reúne com cúpulas de partidos após TSE e adia decisão sobre permanência no cargo

Governador do Rio discute futuro político após julgamento no TSE O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), se reuniu nesta sexta-feira com lideranças do PL, PP e União Brasil para debater sua situação política e jurídica. Castro é réu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no caso Ceperj e tem até o dia 24 […]

Resumo

Governador do Rio discute futuro político após julgamento no TSE

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), se reuniu nesta sexta-feira com lideranças do PL, PP e União Brasil para debater sua situação política e jurídica. Castro é réu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no caso Ceperj e tem até o dia 24 de março para decidir se renuncia ao cargo antes da retomada do julgamento.

A definição sobre sua permanência no Palácio Guanabara ou a saída para concorrer ao Senado foi adiada para a próxima semana. Castro sinalizou que a decisão ainda está em aberto, apesar de ter voltado a considerar a permanência no cargo diante da proximidade do julgamento, que já possui dois votos pela condenação.

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A possibilidade de cassação de mandato e a estratégia eleitoral do PL para 2026 estão no centro das discussões. A permanência de Castro no governo poderia atrapalhar os planos do partido, que contava com seu afastamento para lançar o secretário Douglas Ruas (Cidades) em uma eleição indireta para o Senado, visando fortalecer a chapa em um cenário eleitoral desafiador contra o prefeito Eduardo Paes (PSD).

Decisão sobre renúncia ou candidatura ao Senado em aberto

Cláudio Castro encontra-se em um dilema: manter o cargo até o esgotamento dos recursos em caso de derrota no TSE, ou renunciar até abril para disputar uma vaga no Senado, conforme anunciado anteriormente. A decisão impacta diretamente os planos do PL, que visava utilizar a máquina pública sob o comando de Douglas Ruas para aumentar sua visibilidade.

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O governador contava com o adiamento da decisão do TSE, mas a presidente da Corte, Cármen Lúcia, marcou a retomada do julgamento para o dia 24 de março, após pedido de vista do ministro Nunes Marques. Aliados de Castro buscam estratégias para que o julgamento seja concluído apenas após sua eventual diplomação como senador.

Cassação de mandato e regras para eleição suplementar

Especialistas em direito eleitoral explicam que a forma como uma eventual cassação de mandato se desenrolaria depende de dois fatores: a data da decisão final do TSE e o cargo ocupado por Castro no momento. Caso a decisão ocorra até 5 de julho, seis meses antes do fim do governo, e ele ainda seja governador, uma eleição direta seria convocada.

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Nesse cenário, os candidatos poderiam realizar campanha com material e horário eleitoral gratuito. Se a cassação for determinada após essa data-limite, mesmo que Castro ainda esteja no cargo, a eleição para o cargo de governador seria indireta, realizada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Fonte: O Globo

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