Governador do Rio contesta indiciamento e acusa delegado de politização em investigação sobre cargos
O governador Cláudio Castro negou veementemente as conclusões da Polícia Federal sobre um suposto loteamento de cargos em órgãos do Executivo estadual. Durante a inauguração de uma base da Operação Segurança Presente em Duque de Caxias, Castro defendeu a composição de seu governo como uma prática de coalizão partidária, semelhante à adotada em Brasília.
Castro rebateu as acusações de perda de controle nas nomeações, comparando a estrutura do Rio de Janeiro à do Governo Federal. “Essa é a maneira de eu fazer política”, afirmou, ressaltando que seu governo, assim como o federal, é formado pela participação de diferentes partidos.
A investigação da PF, que levou ao indiciamento do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, aponta para uma planilha que detalharia a divisão de cargos entre aliados em órgãos como Ceperj e Fundações. O relatório sugere que a Alerj teria “potencializado sua influência” nas decisões do Executivo.
Defesa de governança e críticas à investigação
Diante da possibilidade de perda de controle do Executivo, Castro foi categórico: “Não tem isso de perder o controle, são 460 mil servidores. É impossível o governador saber de todas as questões agora”. Ele também criticou a atuação do delegado responsável pelo relatório, acusando-o de “politização” e de estar “completamente instrumentalizado” para desgastar o governo.
“Ele (delegado da PF) coloca isso como uma forma de desgastar o governo. O governo sempre foi de coalizão, com participação dos partidos, exatamente como é o Governo Federal”, concluiu Castro, reforçando sua visão sobre a legitimidade da composição de sua administração.
Fonte: G1
