Condenação dos Irmãos Brazão marca capítulo crucial no Caso Marielle
A condenação dos irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, reverberou amplamente na imprensa internacional. O julgamento, que ocorreu no Supremo Tribunal Federal (STF), foi unanimemente considerado um marco na investigação de um crime que chocou o Brasil e o mundo.
O caso é visto por especialistas como um exemplo alarmante da profunda conexão entre política, crime e forças de segurança no Rio de Janeiro. A atuação dos irmãos, que teriam planejado o homicídio, lança luz sobre as complexas redes de poder e impunidade que historicamente permeiam a administração pública carioca.
A repercussão internacional ressalta a gravidade do crime e a necessidade de aprofundar a compreensão sobre as estruturas que possibilitaram sua ocorrência. A condenação dos mandantes representa um passo importante para a justiça, mas as investigações sobre as ramificações do caso continuam a ser acompanhadas de perto.
Impacto e repercussão internacional do caso
Veículos de comunicação globais destacaram a magnitude do crime. O jornal britânico The Guardian descreveu o assassinato como “um dos assassinatos mais chocantes e de maior repercussão na história do Rio e que atraiu atenção internacional”. A publicação enfatizou que o caso é um exemplo de como os laços entre política, crime e polícia estão profundamente enraizados no Rio, alcançando altos escalões do poder.
O “submundo da política” carioca em evidência
O jornal espanhol El País utilizou a expressão “submundo fétido da política municipal e estadual do Rio de Janeiro” para descrever o cenário em que o crime ocorreu. Segundo o veículo, “o crime organizado manteve laços estreitos com políticos e forças de segurança para fazer negócios, garantir redutos eleitorais e assegurar a impunidade” por décadas.
O El País detalhou que os irmãos Brazão lideravam um grupo paramilitar, composto por policiais que atuavam em atividades criminosas como extorsão e esquemas imobiliários. A confissão do pistoleiro foi crucial para identificar os mandantes, com depoimentos corroborados por documentos e outras testemunhas, segundo os juízes.
Fonte: G1
