PSOL aciona Justiça para impedir eleição de deputado bolsonarista condenado por transfobia para o TCE-RJ

PSOL aciona Justiça para impedir eleição de deputado bolsonarista condenado por transfobia para o TCE-RJ

PSOL busca impedir nomeação de deputado condenado para cargo no TCE-RJ O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) anunciou que entrará com uma ação judicial para barrar a indicação do deputado estadual Rodrigo Amorim (União Brasil) para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). A iniciativa do partido […]

Resumo

PSOL busca impedir nomeação de deputado condenado para cargo no TCE-RJ

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) anunciou que entrará com uma ação judicial para barrar a indicação do deputado estadual Rodrigo Amorim (União Brasil) para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).

A iniciativa do partido se dá após a articulação de aliados do governo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para que Amorim, atual líder do governo na casa e presidente da Comissão de Constituição e Justiça, ocupe uma das vagas em aberto no TCE-RJ.

Rodrigo Amorim foi condenado por violência política de gênero contra a vereadora trans Benny Briolly (PSOL) e está impedido de ser eleito até 2032, conforme decisão da Justiça Eleitoral. A condenação foi mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em outubro do ano passado.

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Condenação por transfobia e inelegibilidade confirmadas

A condenação de Amorim teve origem em declarações transfóbicas proferidas em 2022, na tribuna da Alerj, onde ele se referiu à vereadora Benny Briolly como “aberração da natureza” e “boizebu”. A Justiça Eleitoral considerou que as falas ultrapassaram os limites do debate político e tiveram a intenção de humilhar a parlamentar.

O TSE confirmou a pena de 1 ano e 4 meses de reclusão em regime aberto, substituída por penas restritivas de direitos e multa, além de estabelecer a inelegibilidade do deputado até 2032. Amorim se tornou o primeiro brasileiro condenado por violência política de gênero.

Histórico de controvérsias e ação judicial iminente

Além do episódio de transfobia, Rodrigo Amorim também é lembrado por ter participado de um ato em que uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco foi quebrada durante a campanha eleitoral de 2018, evento que marcou um período de escalada da violência política de extrema-direita no Rio de Janeiro.

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O advogado Luiz Paulo Viveiros de Castro, que atuou no caso da condenação, afirmou que o partido já está preparando a nova medida judicial. “Ele tem uma condenação criminal na Justiça Eleitoral por transfobia e pode ser barrado na indicação”, alertou.

PSOL defende critérios para o cargo de conselheiro

O PSOL argumenta que a nomeação de alguém com o histórico de Rodrigo Amorim para um cargo que exige reputação ilibada e compromisso com a Constituição é inadmissível. O partido reforça a importância de que os critérios éticos e legais sejam rigorosamente observados para a ocupação de posições em órgãos de controle.

Fonte: O Globo

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