Família relata premeditação e falta de arrependimento do agressor
A família da agente comunitária Amanda Loureiro da Silva Mendes, de 27 anos, assassinada a tiros em Quintino, Zona Norte do Rio, descreve o crime como premeditado. Wagner Beserra de Araújo, ex-companheiro de Amanda e preso em flagrante, já ameaçava a vítima frequentemente após o fim do relacionamento, segundo relatos de parentes.
O pai de Amanda, Marcos Antôncio Santos, e a tia, Patrícia Loureiro da Silva, estiveram na 29ª DP (Madureira) para os trâmites de liberação do corpo. Marcos Antôncio relatou que, após a separação, Wagner passou a ameaçar e agredir sua filha. Ele mencionou ter tentado intervir, inclusive levando o ex-genro à igreja, mas sem sucesso.
“Um crime premeditado. Ele armou tudo e não teve nenhum arrependimento. Destruiu duas famílias: a dele e a nossa”, desabafou o pai, destacando o sofrimento da esposa e o fato de o agressor ter deixado dois filhos órfãos.
Histórico de violência e medida protetiva
Amanda possuía uma medida protetiva contra Wagner devido a um episódio anterior de agressão, no qual ele a deixou com hematomas e danificou a residência do casal. A tia da vítima, Patrícia Loureiro, afirmou que o comportamento de Wagner mudou radicalmente após a decisão de Amanda em se separar.
“Oito meses separados e vários boletins de ocorrência em várias delegacias. A última vez que ela se separou dele foi por agressão. Ele a deixou toda roxa, quebrou a casa deles toda. Já era uma tragédia anunciada”, disse Patrícia, enfatizando a natureza calculada do crime.
Prisão e antecedentes do suspeito
O assassinato ocorreu na Rua Clarimundo de Melo, próximo ao local de trabalho de Amanda. Câmeras de segurança registraram Wagner Araújo discutindo com a vítima e efetuando os disparos. Ele fugiu, mas foi preso horas depois pela polícia, que localizou a arma do crime dispensada na linha férrea.
O delegado Reginaldo Guilherme da Silva, titular da 29ª DP, informou que o suspeito já possuía antecedentes criminais, incluindo uma detenção por homicídio em 2019 e passagens por porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica. As investigações continuam para a completa elucidação do caso.
Amigos e colegas de Amanda lamentaram a morte nas redes sociais, pedindo por justiça e conforto aos familiares diante da perda. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do Centro.
Fonte: G1
