Carnaval do Rio: Foliões São Convocados a Proteger o Patrimônio Histórico
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com a Riotur, lançou a campanha “Quem Samba Cuida”. A iniciativa visa conscientizar os foliões sobre a importância de preservar os bens culturais tombados em nível federal no Rio de Janeiro.
O objetivo principal é incentivar atitudes responsáveis durante a celebração do Carnaval, conciliando a diversão com o respeito e a proteção do rico patrimônio histórico da cidade. A campanha busca engajar o público que frequenta os blocos de rua.
As ações de conscientização podem ser vistas nos sites oficiais do Carnaval de Rua do Rio e em locais estratégicos próximos a monumentos e edifícios históricos que são frequentemente visitados durante os cortejos. Em alguns pontos, lonas informativas detalham a história desses bens culturais.
Resultados Positivos e Novas Ações em Destaque
Patrícia Wanzeller, superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, celebrou os resultados obtidos até o momento. Ela destacou a Rua Primeiro de Março, conhecida por abrigar diversos prédios tombados, que historicamente sofria com danos durante a passagem dos blocos.
“Esse ano, os megablocos abraçaram a ideia e passaram a fazer alertas ao público pedindo para não urinar e nem subir nos monumentos. O resultado foi extremamente positivo. Até o momento, nenhum dano foi registrado”, afirmou Wanzeller. Essa colaboração entre blocos e órgãos públicos tem se mostrado eficaz na proteção do patrimônio.
Tecnologia e Redes Sociais Amplificam a Mensagem
Além das ações em pontos físicos, a campanha utiliza um cubo de LED na Praia de Copacabana, exibindo mensagens de conscientização para cariocas e turistas até o dia 22 de fevereiro. As redes sociais também são um canal importante, com a divulgação de posts que reforçam a necessidade de colaboração pública.
As publicações orientam sobre comportamentos adequados, como evitar subir em monumentos, não urinar em locais públicos e não praticar qualquer forma de depredação dos bens históricos. A intenção é promover um Carnaval mais consciente e respeitoso com a memória da cidade.
Fonte: G1
