Bebê de 1 ano e 5 meses baleada na Av. Brasil recebe alta após 52 dias de internação e luta pela vida

Bebê de 1 ano e 5 meses baleada na Av. Brasil recebe alta após 52 dias de internação e luta pela vida

Bebê Baleada na Av. Brasil Recebe Alta Após 52 Dias de Internação A pequena Sofia, de 1 ano e 5 meses, recebeu alta hospitalar após 52 dias internada no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz. A menina foi vítima de um ataque criminoso na Avenida Brasil, Zona Oeste do Rio, que resultou na morte […]

Resumo

Bebê Baleada na Av. Brasil Recebe Alta Após 52 Dias de Internação

A pequena Sofia, de 1 ano e 5 meses, recebeu alta hospitalar após 52 dias internada no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz. A menina foi vítima de um ataque criminoso na Avenida Brasil, Zona Oeste do Rio, que resultou na morte de seus pais. Sofia sobreviveu a um tiro de fuzil na perna, um ferimento que exigiu cuidados intensivos e mobilizou toda a equipe médica.

O resgate de Sofia foi feito por uma equipe do programa Cegonha Carioca, que, por acaso, estava próxima ao local do crime. Os socorristas relataram a gravidade da situação, com a bebê em estado crítico, pálida e com intenso sangramento. A rapidez e o cuidado da equipe foram cruciais para iniciar o processo de salvamento.

A recuperação de Sofia é descrita como um verdadeiro “milagre” pelos médicos. Apesar do ferimento extenso e da perda de sangue, a menina não precisou amputar nenhum membro e não apresenta sequelas aparentes. A avó paterna, que acompanhou a neta durante toda a internação, agora se prepara para um novo capítulo, enfrentando o luto pela perda dos filhos e focando na reabilitação da neta.

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Resgate e Atendimento de Emergência

A ambulância do programa Cegonha Carioca, voltada para gestantes, foi acionada após pessoas relatarem um capotamento próximo ao Viaduto Oscar Brito. O motorista Anderson Rodrigues e o enfermeiro Anderson Julião encontraram Sofia dentro do carro, caída perto do pai, chorando e com sangramento visível. A retirada da criança pelo vidro traseiro e o início imediato das manobras para conter a hemorragia foram essenciais.

O enfermeiro Anderson Julião destacou a urgência do caso: “Tínhamos poucos minutos para salvá-la”. Ele ressaltou que a ambulância não era equipada para esse tipo de ocorrência, exigindo ação rápida e cuidadosa. O motorista Anderson Rodrigues, emocionado, narrou a corrida em alta velocidade até o hospital, reduzindo em três vezes o tempo normal do trajeto.

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Recuperação e Esperança

No Hospital Pedro II, Sofia chegou com pressão de seis por zero, em risco iminente de parada cardíaca. O ferimento na perna esquerda media 20 centímetros, comprometendo coxa, veias e músculos. Durante os primeiros 12 dias, a menina permaneceu em estado gravíssimo, e a possibilidade de amputação de um dos membros foi um risco real até o 40º dia de internação.

Júlio Coelho, médico coordenador da Pediatria do hospital, classificou a recuperação como um “milagre”. Ele explicou que Sofia perdeu todo o sangue duas vezes e fraturou o fêmur, mas hoje está viva e saudável, com as pernas funcionando. A fisioterapia será fundamental para sua reabilitação após o longo período de internação.

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A Força da Avó e a Festa de Despedida

Enquanto Sofia lutava pela vida, sua avó paterna enfrentava o luto pela perda do filho e da nora, dedicando-se integralmente à neta. “Eu moro neste hospital há 52 dias”, relatou a avó, que abriu mão do próprio luto para ser a força da menina. Ela expressou a dificuldade de voltar para casa e não encontrar mais o filho e a nora.

A saída de Sofia foi celebrada pela equipe do hospital com uma festa temática de Alice no País das Maravilhas, inspirada na festa de 1 ano da neta. A avó, emocionada, agradeceu a dedicação de todos: “Não desistiram de salvar a vida (da neta) em nenhum momento”. A Polícia Civil segue investigando o ataque que vitimou os pais da menina.

Fonte: G1

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