PMs Aposentados Presos em Operação Contra Rogério de Andrade no Rio
Dois policiais militares aposentados foram presos na manhã desta quinta-feira (29) em uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Os agentes são acusados de integrar a organização criminosa do bicheiro Rogério de Andrade, que está detido em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, desde outubro de 2024.
Segundo o MPRJ, os policiais presos atuavam na segurança de pontos de exploração de máquinas caça-níqueis e outras atividades ilícitas do contraventor. A ação, liderada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), também resultou na expedição de um novo mandado de prisão contra Rogério de Andrade.
A operação, nomeada Pretorianos, é uma continuação de investigações anteriores contra redes de jogos de azar. O nome faz alusão à Guarda Pretoriana, unidade de elite da Roma Antiga, destacando o caráter de proteção pessoal e de interesses criminosos.
Detalhes da Operação e Acusações
Os policiais presos foram identificados como Marcos Antonio de Oliveira Machado, o “Machado”, e Carlos André Carneiro de Souza, o “Carneiro”. Eles foram levados para delegacias na Zona Oeste e Zona Norte do Rio, respectivamente. Além de prestarem segurança pessoal a Andrade e sua família, “Carneiro” é suspeito de subornar um policial militar da ativa para obter informações sobre operações policiais.
A investigação aponta que “Carneiro” e o bicheiro tentavam direcionar ações policiais contra estabelecimentos de rivais no estado, utilizando informações privilegiadas. Essa prática visa enfraquecer a concorrência e consolidar o domínio do grupo.
Operação Pretorianos e Conexões Anteriores
Esta é a segunda fase da Operação Pretorianos. Na primeira etapa, realizada em 2024, mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra policiais civis e um agente penitenciário, suspeitos de participar de negociações ilegais para liberar presos em flagrante mediante pagamento.
A operação tem como base a Operação Calígula, deflagrada em 2022, que teve como alvo as redes de jogos de azar de Rogério de Andrade e do ex-policial Ronnie Lessa, ambos figuras centrais no cenário do crime organizado no Rio de Janeiro.
Fonte: G1
