Aporte financeiro garante recursos para o Carnaval carioca
O governo federal confirmou o repasse de R$ 12 milhões para as escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, referente ao Carnaval de 2026. O montante, que equivale a R$ 1 milhão por agremiação, foi oficializado por meio de um acordo técnico entre o Ministério da Cultura e a Embratur, assinado em 19 de janeiro.
A formalização do repasse contou com a participação do secretário Cassius Rosa e do presidente da Embratur, Marcelo Freixo. A iniciativa mantém o valor destinado no ano anterior, quando o apoio envolveu o Ministério do Turismo e a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba).
A medida busca assegurar a continuidade e a qualidade dos desfiles, um dos maiores espetáculos culturais do país. A distribuição igualitária de R$ 1 milhão para cada uma das 12 escolas do Grupo Especial reforça o compromisso com a festa.
Acadêmicos de Niterói estreia com enredo sobre Lula e recebe apoio diversificado
Em 2026, a escola Acadêmicos de Niterói fará sua estreia no Grupo Especial com um enredo dedicado à trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A agremiação, fundada há quatro anos, já conta com um histórico de recebimento de recursos de diversas esferas do poder público.
Além do repasse federal, a escola receberá R$ 4,4 milhões da prefeitura de Niterói, comandada pelo prefeito Rodrigo Neves. A Unidos do Viradouro, também de Niterói, terá subvenção municipal. As prefeituras do Rio de Janeiro e o governo estadual destinam cerca de R$ 2,5 milhões para cada escola do Grupo Especial.
Financiamento público e debates sobre equidade no Carnaval
O apoio financeiro às escolas de samba é uma prática consolidada, com aportes que vêm de prefeituras, governo estadual e, em alguns casos, de patrocínios privados ou órgãos públicos, especialmente quando os enredos homenageiam localidades específicas.
No grupo de acesso, a União de Maricá recebeu um significativo aporte de R$ 8 milhões da prefeitura local. Discussões sobre a limitação do financiamento público para evitar desequilíbrios entre as agremiações foram realizadas no ano passado, mas sem a definição de um teto específico.
Fonte: Oeste
