Entregador assassinado em Irajá: 'A gente sai e não sabe se volta', lamenta colega em enterro

Entregador assassinado em Irajá: ‘A gente sai e não sabe se volta’, lamenta colega em enterro

Entregador de pizza é vítima de latrocínio em Irajá; colegas pedem mais segurança O entregador de pizzas Marcelo Julio da Silva, de 52 anos, assassinado em uma tentativa de assalto em Irajá, na Zona Norte do Rio, foi enterrado nesta sexta-feira (23) no Cemitério de Inhaúma. Familiares e amigos, muitos da mesma profissão, compareceram à […]

Resumo

Entregador de pizza é vítima de latrocínio em Irajá; colegas pedem mais segurança

O entregador de pizzas Marcelo Julio da Silva, de 52 anos, assassinado em uma tentativa de assalto em Irajá, na Zona Norte do Rio, foi enterrado nesta sexta-feira (23) no Cemitério de Inhaúma. Familiares e amigos, muitos da mesma profissão, compareceram à cerimônia, marcada pela dor e pela revolta diante da violência que tirou a vida do profissional.

A realidade enfrentada pela categoria foi exposta em depoimentos emocionados. “A gente sai e não sabe se volta”, desabafou Jovan Nascimento, motoboy colega de Marcelo, ressaltando a brutalidade do crime. “Ele estava trabalhando, levando comida para outras pessoas, mas em busca do seu próprio pão também. E infelizmente virou estatística”, lamentou.

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As imagens das câmeras de segurança registraram o momento do crime: Marcelo sai de um prédio na Rua Manuel de Araújo após uma entrega, sobe em sua moto e é abordado por dois criminosos em outra motocicleta. Em desespero, ele joga a bolsa de entregas no chão e tenta fugir a pé, mas é baleado nas costas.

Rotina de medo e assaltos frequentes

Thiago Santana, outro motoboy que conhecia Marcelo, descreveu a crescente insegurança na profissão. “O que aconteceu com o Marcelo é reflexo do que vem acontecendo com a gente, cada vez mais. É motoboy sendo assassinado covardemente na pista, sendo roubado, esculachado por esses bandidos que estão fazendo o que querem”, disse.

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Ambos os colegas relataram já terem sido vítimas de assaltos. Jovan contou que levaram sua moto e celular, enquanto Thiago relatou ter reagido a uma tentativa de roubo, fugindo com a moto após os criminosos atirarem. “No desespero, preferi passar o risco. Não aconselho a ninguém, mas fugi com minha moto. Deram tiro para cima de mim, mas saí ileso”, contou Thiago.

Cobrança por policiamento ostensivo

Os entregadores criticaram a falta de policiamento ostensivo nas ruas, apontando que as operações existentes muitas vezes visam apenas apreender veículos de trabalhadores. “Quando a gente vê operações na rua, é só para apreender moto de trabalhador. Estamos fazendo nosso trabalho nas ruas, no sol, na chuva, no frio. Para garantir nosso sustento, só queremos o mínimo, que é segurança”, pediu Thiago.

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O irmão da vítima, Claudio Julio da Silva, de 56 anos, também lamentou a morte de Marcelo, destacando sua dedicação ao trabalho e seus planos futuros. “Ele era adorado por todo mundo. Foi uma fatalidade. O Marcelo tratava meus netos como filhos, era trabalhador e estava juntando dinheiro para comprar um táxi. Da noite para o dia, cortaram o sonho dele”, disse.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso e apura a autoria do crime com base nas perícias realizadas no local.

Fonte: G1

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