Rio de Janeiro lança Programa Sentinela com 220 mil câmeras de inteligência artificial
O Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou a publicação do decreto que institui o Programa Sentinela, uma ambiciosa iniciativa voltada para a aquisição e instalação de 220 mil câmeras de monitoramento equipadas com inteligência artificial. O projeto visa primordialmente a segurança pública, mas também abrangerá áreas de meio ambiente e urbanismo.
A licitação para a contratação das empresas responsáveis está prevista para o dia 23 de fevereiro, com a homologação das vencedoras esperada para cerca de um mês depois. O investimento total estimado para o programa é de R$ 2 bilhões, embora o cronograma de conclusão da implantação ainda não tenha sido definido.
Segundo o governador Cláudio Castro, os recursos para o Programa Sentinela provirão de diversas fontes, incluindo o Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio (Faperj) e o próprio orçamento estadual. As primeiras câmeras devem entrar em operação ainda este ano em Copacabana (481 unidades) e em Belford Roxo (2.514 unidades), servindo como projetos-piloto.
Estudo e Inspiração Internacional para o Programa Sentinela
Durante três anos, equipes técnicas do governo do Rio de Janeiro realizaram visitas a centros de videomonitoramento em cidades dos Estados Unidos, México, China, Reino Unido e em diversas capitais brasileiras. O objetivo foi analisar o uso da inteligência artificial em ocorrências policiais e adaptar as melhores práticas ao contexto fluminense.
Infraestrutura Tecnológica e Integração de Sistemas
O processo de compra dos equipamentos deve ser concluído até o final de setembro. Posteriormente, a instalação das câmeras ocorrerá de forma gradual, acompanhada pela criação de 182 centros de controle. Estes novos centros serão integrados a seis unidades regionais já existentes em Duque de Caxias, Volta Redonda, Petrópolis, São Gonçalo, Cabo Frio e Campos dos Goytacazes. Adicionalmente, haverá postos de comando em 91 prefeituras, além de bases da Polícia Militar, Polícia Civil e outros órgãos estaduais.
O major Agdan Fernandes, diretor de Infraestruturas de Tecnologia do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), explicou que todos os equipamentos operarão de forma integrada. O sistema irá incorporar não apenas as 220 mil novas câmeras, mas também dispositivos já em uso, como os de reconhecimento facial e leitura de placas veiculares, ampliando significativamente a capacidade de monitoramento e resposta das forças de segurança.
Projetos-Piloto e Justificativa do Investimento
Nos projetos-piloto em Copacabana e Belford Roxo, foram utilizados indicadores demográficos e criminais para alinhar o uso da tecnologia a padrões internacionais e priorizar áreas de maior risco e demanda por segurança. O governo estadual reafirmou que as novas câmeras não substituirão as já existentes e que a implantação será realizada em parceria com as prefeituras.
O governador apresentou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) um relatório detalhado de 3.850 páginas sobre o Programa Sentinela, com o intuito de justificar os investimentos e demonstrar a importância da iniciativa para o futuro do estado.
Fonte: G1
