Psol aciona STF contra "gratificação faroeste" do RJ que premia policiais por mortes de criminosos

Psol aciona STF contra “gratificação faroeste” do RJ que premia policiais por mortes de criminosos

Psol contesta no STF gratificação policial no Rio de Janeiro O Diretório Nacional do Psol entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (20) contra a chamada “gratificação faroeste”. Essa bonificação, instituída pelo governo do Rio de Janeiro, visa premiar policiais civis com base em critérios como a “neutralização” de criminosos. A […]

Resumo

Psol contesta no STF gratificação policial no Rio de Janeiro

O Diretório Nacional do Psol entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (20) contra a chamada “gratificação faroeste”. Essa bonificação, instituída pelo governo do Rio de Janeiro, visa premiar policiais civis com base em critérios como a “neutralização” de criminosos.

A ação, que tramita sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, está ligada à ADPF das Favelas, tema que já discute a alta letalidade policial no estado. O partido busca uma liminar para suspender imediatamente o pagamento da gratificação, argumentando que a medida é inconstitucional tanto em sua forma quanto em seu conteúdo, pois configuraria um incentivo financeiro à violência.

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A Lei Estadual nº 11.003/2025, aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em outubro de 2024, reestrutura o quadro de servidores da Polícia Civil. A legislação prevê bônus de 10% a 150% do salário em situações como vitimização em serviço, apreensão de armas de grosso calibre ou, conforme citado, a neutralização de criminosos.

Veto derrubado e críticas à gratificação

Inicialmente, o governador Cláudio Castro vetou integralmente o artigo que trata da gratificação, alegando ausência de previsão orçamentária. No entanto, o veto foi derrubado pela Alerj em dezembro de 2024, com apoio do líder do governo na Casa, deputado Rodrigo Amorim (União).

Órgãos de defesa apontam inconstitucionalidade

A medida já recebeu críticas de diversos órgãos. A Defensoria Pública da União (DPU) emitiu uma nota técnica classificando a gratificação como um estímulo a confrontos letais. A DPU ressalta que o termo “neutralização” é impreciso e viola a dignidade da pessoa humana, o que reforça os argumentos do Psol na ação.

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Fonte: G1

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