Praias cariocas sob escrutínio: Cobranças abusivas levam prefeitura a buscar solução inspirada em Israel
O verão de 2026 no Rio de Janeiro, apesar do calor e das praias cheias, trouxe de volta um problema persistente: o aumento das cobranças abusivas a turistas e moradores. Relatos de valores exorbitantes no aluguel de equipamentos de praia e em quiosques geraram preocupação e reações negativas, especialmente em Copacabana.
Denúncias apontam para aluguéis de ombrelones por cerca de R$ 100 e porções de comida a R$ 120, além de exigências de consumo mínimo em quiosques, práticas proibidas por lei. Em casos mais extremos, consumidores relataram cobranças de até R$ 800 pelo uso de estruturas simples na areia, evidenciando a falta de padronização e clareza nos preços.
Diante da repercussão negativa e do crescimento das reclamações, a prefeitura do Rio de Janeiro, sob a gestão do prefeito Eduardo Paes, estuda medidas para conter os excessos e garantir maior transparência e proteção ao consumidor. A proposta visa equilibrar a atividade econômica com os direitos dos frequentadores das praias cariocas.
Inspiração em Tel Aviv: Regulamentação de preços para um turismo mais justo
A iniciativa da prefeitura carioca busca inspiração no modelo adotado em cidades como Tel Aviv, em Israel. Nessas localidades, os preços praticados nas praias são regulamentados para evitar distorções e assegurar condições mais justas aos usuários. A ideia é estabelecer uma tabela de preços de referência para serviços e produtos oferecidos na orla.
Fiscalização e viabilidade: Próximos passos para a regulamentação
As secretarias municipais de Ordem Pública e de Defesa do Consumidor foram acionadas para analisar a viabilidade da proposta. O objetivo é discutir mecanismos eficazes de fiscalização que garantam o cumprimento das novas regras, coibindo abusos e assegurando uma experiência mais positiva para todos que frequentam as praias da cidade.
Equilíbrio entre comércio e direitos do consumidor na orla carioca
O debate sobre a regulamentação de preços nas praias reacende a discussão sobre o equilíbrio entre atividade econômica, turismo e direitos do consumidor. Em um destino internacionalmente conhecido por suas belezas naturais, como o Rio de Janeiro, garantir um ambiente acolhedor e justo para visitantes e moradores é fundamental para a imagem e o sucesso do turismo na cidade.
Fonte: G1
