Arborização Urbana no Rio: CAU/RJ Defende Política Pública e Critica Dependência de Compensações Imobiliárias

Arborização Urbana no Rio: CAU/RJ Defende Política Pública e Critica Dependência de Compensações Imobiliárias

Arborização Urbana no Rio: CAU/RJ Defende Política Pública e Critica Dependência de Compensações Imobiliárias O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) argumenta que a arborização urbana na cidade deve ser tratada como uma política pública estruturante, e não como uma mera consequência de obras privadas e compensações ambientais. A crítica surge […]

Resumo

Arborização Urbana no Rio: CAU/RJ Defende Política Pública e Critica Dependência de Compensações Imobiliárias

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) argumenta que a arborização urbana na cidade deve ser tratada como uma política pública estruturante, e não como uma mera consequência de obras privadas e compensações ambientais. A crítica surge em um momento de debate intensificado após a remoção de mais de 71 árvores em um terreno tombado no Flamengo para a construção de um empreendimento imobiliário.

O presidente do CAU/RJ, Sydnei Menezes, enfatiza que a dependência de licenças imobiliárias para o plantio de árvores é insustentável e prejudicial para o meio ambiente urbano. A necessidade de uma política de arborização proativa e integrada ao planejamento da cidade ganha ainda mais relevância diante de dados alarmantes sobre a carência de vegetação em áreas metropolitanas.

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O episódio no Flamengo levou o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) a notificar a Prefeitura, exigindo informações sobre as ações e prazos para o controle e monitoramento das compensações ambientais. A remoção de árvores, segundo o CAU/RJ, causa um impacto imediato no microclima local, intensificando o calor.

Déficit de Árvores e o Risco das Ilhas de Calor

Dados do Censo 2022 do IBGE revelam que 37% dos moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro vivem em ruas sem arborização. Estima-se que a cidade precise de aproximadamente 1 milhão de árvores para suprir seu déficit. Essa escassez contribui diretamente para o fenômeno das ‘ilhas de calor’, onde a falta de vegetação eleva a temperatura em diversos bairros.

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Arborização como Política Essencial para Qualidade de Vida

Para Sydnei Menezes, a preservação e o plantio de árvores devem estar no centro das decisões urbanísticas. O objetivo é garantir o conforto ambiental e a qualidade de vida da população de forma permanente, e não apenas como uma medida reativa a impactos de construções. “Uma das funções mais importantes da árvore na paisagem urbana da cidade é garantir o conforto ambiental”, reitera Menezes.

O presidente do CAU/RJ defende que plantar árvores na cidade é imprescindível para garantir a ambiência e o bem-estar dos cidadãos. A arborização urbana, portanto, deve ser vista como um investimento fundamental na saúde pública e na sustentabilidade da cidade.

Fonte: G1

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