Ex-CEO da Hurb é alvo de pedido de inclusão na Interpol
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) solicitou a inclusão do ex-CEO da Hurb, João Ricardo Mendes, na lista de procurados da Interpol. A medida surge após a prisão em flagrante do empresário no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, na última segunda-feira.
Mendes foi detido portando um documento falso e com a tornozeleira eletrônica descarregada. Apesar das irregularidades, ele foi liberado após a realização da audiência de custódia, o que motivou a nova ação do MP-RJ.
A investigação aponta que o ex-CEO é suspeito de furtar obras de arte avaliadas em mais de R$ 20 mil no Rio de Janeiro. A situação ganhou contornos mais complexos com a descoberta da fuga e as circunstâncias da sua detenção no Ceará.
Acusado de furto de obras de arte e uso de uniforme
João Ricardo Mendes foi preso pela primeira vez em abril de 2025, sob suspeita de furtar obras de arte no Rio de Janeiro. Em julho do mesmo ano, ele obteve autorização para deixar a prisão, mediante o uso de tornozeleira eletrônica.
O MP-RJ o denunciou formalmente por subtrair obras de um hotel e de um escritório de arquitetura na Barra da Tijuca. Em pelo menos uma das ações criminosas, ele teria utilizado um uniforme de prestador de serviço para facilitar o acesso aos locais.
O valor total dos itens furtados ultrapassa os R$ 20 mil. Segundo as autoridades, apenas quatro objetos, incluindo um quadro e três esculturas, teriam um valor estimado de R$ 23 mil.
Fuga frustrada e nova prisão
Na ocasião da primeira prisão, Mendes foi detido em um shopping próximo ao hotel de onde furtou objetos. Seguranças do estabelecimento flagraram a ação e o abordaram quando ele tentava embarcar em um táxi no estacionamento.
Ele conseguiu fugir em uma motocicleta, mas foi capturado pelas autoridades logo em seguida. A descoberta de que ele estava com a tornozeleira descarregada durante a recente prisão no Ceará reforça a preocupação do MP-RJ com a sua possível fuga.
Fonte: g1.globo.com
