Revitalização do Catumbi: Prefeitura do Rio aposta em moradia, hotéis e comércio para a região do Sambódromo
A Prefeitura do Rio de Janeiro projeta uma grande transformação para o entorno do Sambódromo com o ambicioso projeto de requalificação da área do Catumbi. A iniciativa, anunciada em novembro do ano passado, busca replicar o sucesso da revitalização da Zona Portuáría, atraindo novos investimentos para uma região considerada uma das mais antigas e simbólicas da cidade, que há muito tempo carecia de atenção do mercado imobiliário.
A expectativa é que a localização privilegiada, com fácil acesso ao Centro e à Zona Sul, impulsione o desenvolvimento de novos empreendimentos residenciais, comerciais e hoteleiros. O objetivo é criar um fluxo contínuo de moradores e visitantes, reacendendo o interesse econômico e a vitalidade urbana na região, que historicamente foi concebida para além de sua função carnavalesca.
O projeto, batizado de Praça Onze Maravilha, abrange uma área de 2,5 milhões de metros quadrados e prevê um investimento estimado em R$ 1,75 bilhão. O financiamento será inteiramente privado, por meio de concessões, Parcerias Público-Privadas (PPPs) e instrumentos urbanísticos, sem a utilização de recursos públicos diretos. A principal intervenção estrutural será a demolição do Viaduto 31 de Março, que será substituído por um mergulhão para otimizar a conexão entre Santo Cristo e o Túnel Santa Bárbara, seguindo a mesma lógica da queda da Perimetral na Zona Portuária.
Mercado imobiliário já antecipa o movimento
Enquanto o poder público anuncia suas expectativas, o setor privado já demonstra interesse. No início do ano passado, a construtora Calper adquiriu um terreno estratégico próximo à Sapucaí, na esquina das avenidas Presidente Vargas e Haroldo de Andrade. A área, anteriormente utilizada pela prefeitura como depósito e estacionamento, foi escolhida para um empreendimento inovador.
Novo condomínio com foco em estúdios compactos
O projeto prevê a construção de um bloco com 21 andares, abrigando aproximadamente 600 estúdios compactos. Esse formato tem se mostrado atraente para investidores que buscam oportunidades de aluguel por temporada. O Valor Geral de Vendas (VGV) estimado para o empreendimento é de R$ 220 milhões. O condomínio, ainda sem nome definido, oferecerá uma completa estrutura de lazer, esportes e um mini mercado interno, configurando um verdadeiro condomínio clube.
Lei para viabilizar novas moradias
Com o objetivo de facilitar o desenvolvimento imobiliário, a Prefeitura enviará à Câmara um projeto de lei para criar a Área de Especial Interesse Urbanístico (AEIU) Praça Onze Maravilha. Com um prazo de 25 anos, a legislação visa viabilizar a construção de quase 38 mil unidades residenciais, com potencial para abrigar mais de 100 mil novos moradores na região.
Fonte: G1
