Tragédia no Engenho de Dentro: Cadela morre de infarto assustada com fogos de artifício
O início de 2026 trouxe uma triste notícia para uma família no Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio de Janeiro. Maya, uma cadela da raça Golden Retriever de 6 anos, morreu em casa durante a queima de fogos da virada do ano. Segundo sua tutora, Eduarda Diniz, o animal sofreu um infarto devido ao estresse causado pelo barulho.
A empresária Eduarda Diniz, de 34 anos, relatou que Maya tinha um medo acentuado de foguetórios e costumava se esconder em locais específicos da residência quando o barulho começava. Na madrugada de quinta-feira (1º), após a família retornar da comemoração, Maya foi encontrada sem vida dentro de uma sauna desativada no quintal da casa.
Um veterinário atestou que a causa da morte foi um infarto, provavelmente desencadeado pelo som dos fogos. “Ela ficou muito agoniada e acabou infartando”, explicou Eduarda, visivelmente abalada. A cadela havia sido um presente de Natal em 2019 para uma das filhas da empresária, e desde então, cresceu junto com as crianças, criando um forte laço afetivo.
O medo que levou à fatalidade
Eduarda contou que Maya já demonstrava sinais de medo extremo com fogos de artifício. “Sempre sentíamos o coração dela acelerado, mas chegar a infartar nunca pensávamos”, desabafou. A tutora descreveu o desespero ao encontrar Maya morta no local onde ela costumava se refugiar. A cadela era descrita como muito dócil e adorava brincar com os filhos de Eduarda.
Lei de fogos de artifício no Rio
No Rio de Janeiro, a Lei Orgânica do Município proíbe a fabricação e o uso de fogos de artifício com estampido. Empresas e a prefeitura só podem utilizar artefatos com barulho reduzido em 50% ou completamente silenciosos. O descumprimento da lei pode resultar em multas que variam de R$ 200 a R$ 1.200.
Um apelo por celebrações conscientes
Eduarda Diniz fez um apelo para que as pessoas considerem o impacto dos fogos de artifício em animais, pessoas com transtorno do espectro autista, idosos e crianças. “Essa não é uma dor isolada. Animais sofrem, pessoas atípicas sofrem, idosos sofrem, crianças sofrem. O que para alguns é diversão, para outros é sofrimento real e no meu caso foi fatal”, declarou. Ela reforçou que a intenção não é acabar com a alegria, mas sim promover celebrações sem causar dor ou morte, escolhas que têm consequências devastadoras.
Fonte: Arquivo Pessoal
