Ruínas Contemporâneas: Prédios Históricos e Obras Paradas se Deterioram em Áreas Valorizadas do Rio de Janeiro

Ruínas Contemporâneas: Prédios Históricos e Obras Paradas se Deterioram em Áreas Valorizadas do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro enfrenta o problema de prédios históricos e obras recentes paralisadas em áreas de alta valorização. Em bairros como a Lapa e a Tijuca, imóveis que deveriam ser marcos de modernidade ou centros de comércio e lazer se tornaram verdadeiras ruínas. Projetos ambiciosos, como um hotel feito com contêineres na Lapa, estão parados […]

Resumo

Rio de Janeiro enfrenta o problema de prédios históricos e obras recentes paralisadas em áreas de alta valorização.

Em bairros como a Lapa e a Tijuca, imóveis que deveriam ser marcos de modernidade ou centros de comércio e lazer se tornaram verdadeiras ruínas. Projetos ambiciosos, como um hotel feito com contêineres na Lapa, estão parados há quase uma década, enferrujando sem serem concluídos. Na Usina, um antigo supermercado gigante jaz abandonado há 20 anos, após saques e a violência urbana levarem ao seu fechamento.

Esses locais, que representam investimentos frustrados e falências inesperadas, sofrem com a deterioração e, em alguns casos, com invasões. O antigo supermercado na Usina, por exemplo, precisou ser desocupado pela prefeitura após ser invadido por mais de cem pessoas e utilizado como depósito de lixo. O espaço, que já teve planos de revitalização que nunca se concretizaram, agora aguarda um possível empreendimento habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida.

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A situação se estende a outros pontos da cidade, como a futura sede do Banco Central na Zona Portuária. Anunciada há 15 anos como parte da revitalização do Porto Maravilha, a obra consumiu milhões de reais e se tornou um esqueleto. Apesar de negociações com a Marinha para a conclusão do prédio, a indefinição orçamentária e de planos mantém o local em um estado de abandono, destoando do cenário revitalizado ao redor.

Obras Paradas e Projetos Inviabilizados

Na Lapa, o projeto de um hotel com contêineres, iniciado em 2013 e interrompido em 2017, parece ter perdido força novamente. Os arquitetos responsáveis não têm contato com os investidores estrangeiros há anos, e a busca por um sócio para retomar a obra não obteve sucesso.

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Outro ponto icônico da Lapa, a boate Asa Branca, que marcou os anos 80 e 90, encontra-se “adormecida”. Fechada nos anos 2010, a família proprietária ainda não definiu o futuro do espaço, citando a persistência da violência na região como um fator de insegurança.

Esperanças de Retomada em Áreas Nobres

Em endereços mais valorizados da Zona Sul, há indícios de retomada. O antigo Hotel Ipanema Plaza, fechado desde 2017, deve dar lugar a um hotel voltado para o público LGBTQIA+. Já o museu Memorial às Vítimas do Holocausto, em Botafogo, encontra-se fechado para obras desde dezembro de 2024, com previsão de reabertura para março, segundo a presidente de honra da associação responsável.

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Apesar das promessas e planos em andamento, a realidade de prédios abandonados e obras paralisadas em áreas estratégicas do Rio de Janeiro expõe os desafios de investimentos, segurança e gestão pública na cidade. A deterioração desses espaços não apenas representa perdas financeiras, mas também afeta a paisagem urbana e a qualidade de vida dos cidadãos.

Fonte: g1

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