MPRJ Denuncia Adilsinho por Duplo Homicídio Ligado à Máfia do Cigarro em 2022

MPRJ Denuncia Adilsinho por Duplo Homicídio Ligado à Máfia do Cigarro em 2022

MPRJ Denuncia Adilsinho por Duplo Homicídio Ligado à Máfia do Cigarro em 2022 O Ministério Público do Rio (MPRJ) apresentou denúncia contra Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, por dois assassinatos ocorridos em outubro de 2022. Os crimes, que aconteceram com apenas dois dias de diferença, são suspeitos de ter envolvimento com a máfia […]

Resumo

MPRJ Denuncia Adilsinho por Duplo Homicídio Ligado à Máfia do Cigarro em 2022

O Ministério Público do Rio (MPRJ) apresentou denúncia contra Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, por dois assassinatos ocorridos em outubro de 2022. Os crimes, que aconteceram com apenas dois dias de diferença, são suspeitos de ter envolvimento com a máfia do cigarro ilegal, da qual Adilsinho é apontado como chefe no Rio de Janeiro e em outros estados, segundo a Polícia Federal.

As vítimas, Fabrício Alves Martins e Fábio de Alamar Leite, teriam sido mortas por engano. As investigações apontam que eles podem ter emprestado caminhões de sua empresa de gelo para o transporte de cigarros ilegais, o que teria desagradado a organização criminosa.

Quatro outras pessoas foram denunciadas em conexão com os homicídios. A Polícia Civil acredita que Adilsinho ordenou a morte de Alamar em uma disputa pela venda ilegal de cigarros. Atualmente, Adilsinho já possui quatro mandados de prisão.

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Assassinatos e Suspeitas de Envolvimento com Máfia do Cigarro

Fabrício Alves Martins foi assassinado em 2 de outubro de 2022, em um posto de gasolina em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Dois dias depois, Fábio de Alamar Leite foi executado ao sair do enterro de Fabrício, no cemitério de Inhaúma. As investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) sugerem que ambos foram mortos porque suas empresas de gelo foram utilizadas para transportar cigarros.

A DHC acredita que a quadrilha de Adilsinho supôs erroneamente que Fabrício e Fábio estivessem envolvidos na comercialização de cigarros sem autorização da organização. A máfia do cigarro, segundo a Polícia Federal, é liderada por Adilsinho no Rio de Janeiro e em outros estados.

Denunciados e Elos com Outros Crimes

José Ricardo Gomes Simões, Alex de Oliveira Matos e o policial militar Daniel Figueiredo Maia foram denunciados pela morte de Fabrício Alves Martins. José Ricardo Gomes Simões, que participou da execução de Fabrício, também foi denunciado, junto com Átila Deive Oliveira da Silva, pela morte de Fábio Alamar Leite.

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José Ricardo foi preso em março de 2023 pela morte do miliciano Marquinhos Catiri, o que gerou um novo mandado de prisão contra Adilsinho. Mensagens interceptadas no celular de José Ricardo indicam comunicação com um integrante da quadrilha antes e depois da execução de Fábio Alamar.

Alvo Errado e Monitoramento das Vítimas

Mensagens trocadas por integrantes da quadrilha, interceptadas pela DHC, revelam que o alvo original seria outro homem que utilizou os caminhões de Fábio e Fabrício para transportar cigarros. Este indivíduo teria fugido do Brasil após os assassinatos.

A investigação aponta que José Ricardo e Átila monitoravam Alamar desde setembro de 2022, com tentativas de solicitar entregas de gelo para a empresa das vítimas. No dia do enterro de Fabrício, José Ricardo fotografou o carro de Fábio e enviou as imagens para um contato com número internacional.

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Novos Mandados e Conexões com Outros Crimes

A morte de Alamar resultou em um novo mandado de prisão contra Adilsinho, reforçando sua posição como um dos maiores criminosos do país. Além dos assassinatos de Fabrício e Fábio, a investigação sobre o confronto balístico indicou que as mesmas armas foram usadas nas mortes de Fabrício Martins, Fábio Alamar e Cristiano de Souza em 2023.

O grupo também monitorou outras potenciais vítimas, como Anderson Reis dos Santos, sequestrado em novembro de 2022, e Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri, que seria morto em novembro de 2022. A defesa de Adilsinho nega qualquer envolvimento com os crimes.

Fonte: G1

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