Operação Firewall: Polícia do Rio desarticula esquema de fraude em mandados de prisão ligado ao Comando Vermelho

Operação Firewall: Polícia do Rio desarticula esquema de fraude em mandados de prisão ligado ao Comando Vermelho

Operação Firewall desmantela fraude em mandados de prisão no Rio de Janeiro A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a Operação Firewall nesta quinta-feira (18), visando combater um esquema criminoso de manipulação de dados públicos em sistemas judiciais. A ação policial mira um grupo acusado de fraudar mandados de prisão, com o objetivo de […]

Resumo

Operação Firewall desmantela fraude em mandados de prisão no Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a Operação Firewall nesta quinta-feira (18), visando combater um esquema criminoso de manipulação de dados públicos em sistemas judiciais. A ação policial mira um grupo acusado de fraudar mandados de prisão, com o objetivo de beneficiar membros do Comando Vermelho, uma das principais facções criminosas do estado. Até o momento, duas pessoas foram presas.

As investigações, iniciadas em julho deste ano, revelaram a oferta ilegal de retirada de mandados de prisão do sistema do Tribunal de Justiça mediante pagamento de aproximadamente R$ 3 mil. O “serviço” era direcionado especificamente a integrantes da facção criminosa.

Leia também:  Foragido de Mato Grosso com Quatro Mandados de Prisão é Capturado em Operação Integrada no Rio de Janeiro

A polícia aponta que os criminosos utilizavam redes privadas virtuais (VPNs) e credenciais obtidas indevidamente para acessar o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). Como a exclusão direta dos mandados não era possível, os dados eram alterados, dificultando a localização das ordens judiciais e criando a falsa impressão de que não havia pendências.

Método de atuação e ameaças aos contratantes

De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos utilizavam métodos sofisticados para burlar a segurança dos sistemas. Ao acessar o BNMP, eles conseguiam alterar os dados dos mandados, fazendo com que, ao serem consultados por agentes de segurança, as ordens judiciais não aparecessem. Isso permitia que indivíduos com mandados de prisão em aberto circulassem livremente.

Leia também:  Réveillon do Rio 2025: Câmeras de Reconhecimento Facial em Viaturas Reforçam Segurança em Copacabana e Niterói

A investigação também revelou que o grupo utilizava táticas de coerção contra seus contratantes. Caso o pagamento não fosse efetuado, os criminosos ameaçavam emitir novos mandados de prisão contra eles. Para movimentar os recursos obtidos ilegalmente, o esquema utilizava contas bancárias de terceiros, incluindo a de uma das namoradas de um dos envolvidos, o que permitiu rastrear transações financeiras com criminosos em Minas Gerais.

Líder do esquema com experiência em certificação digital

O líder do esquema, segundo as investigações, possui experiência anterior em empresas de certificação digital. Essa expertise teria sido fundamental para que ele conseguisse apagar um mandado de prisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro e, posteriormente, oferecer esse tipo de fraude a terceiros. O suspeito já havia sido preso em setembro por crimes como violação de segredo profissional, associação criminosa e estelionato.

Leia também:  Sequestro Relâmpago em Olaria: Funcionários de Empresa de Segurança são Mantidos Reféns e Resgate Exorbitante é Exigido

Durante seu período de atuação em empresas de certificação digital, o homem teria realizado atividades como a quebra de autenticação em duas etapas, decodificação de certificados digitais, manipulação de dados cadastrais de magistrados e emissão fraudulenta de alvarás judiciais. As apurações indicam que não houve participação direta de servidores públicos no esquema; magistrados e outros profissionais teriam sido vítimas de roubo de dados de login e senha.

Fonte: Portal Terra Da Luz

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!