Rio de Janeiro desapropria bola de canhão de 1711 usada em invasão francesa como patrimônio histórico

Rio de Janeiro desapropria bola de canhão de 1711 usada em invasão francesa como patrimônio histórico

Paes declara bola de canhão do século XVIII como patrimônio cultural do Rio de Janeiro Uma bola de canhão com cerca de 17 cm de diâmetro e 14,93 kg, datada do século XVIII, foi desapropriada pelo prefeito Eduardo Paes no Rio de Janeiro. O artefato histórico foi utilizado durante a invasão francesa à cidade em […]

Resumo

Paes declara bola de canhão do século XVIII como patrimônio cultural do Rio de Janeiro

Uma bola de canhão com cerca de 17 cm de diâmetro e 14,93 kg, datada do século XVIII, foi desapropriada pelo prefeito Eduardo Paes no Rio de Janeiro. O artefato histórico foi utilizado durante a invasão francesa à cidade em 1711, liderada pelo corsário René Duguay-Trouin. Na época, o Rio de Janeiro era colônia portuguesa e sofreu com saques e pilhagens.

Para evitar a destruição total da cidade, que possuía apenas 12 mil habitantes, os franceses exigiram um resgate significativo, incluindo ouro, bois e escravos. A bola de canhão, que traz a inscrição “FRANCE”, é considerada um importante vestígio dessa época.

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O artefato foi descoberto na década de 1950 por um geólogo durante escavações perto do Mosteiro de São Bento. Após um período desaparecida, foi encontrada em uma loja de antiguidades em Campinas (SP) e comprada por um colecionador. A desapropriação visa preservar a memória e a identidade da sociedade brasileira.

O valor histórico do artefato

A decisão de desapropriar a bola de canhão foi justificada por Eduardo Paes no decreto municipal. Ele argumentou que o objeto, como um remanescente da invasão francesa de 1711, se enquadra no conceito de patrimônio cultural brasileiro. A bola de canhão carrega referências à identidade, ação e memória dos grupos que formaram a sociedade carioca e brasileira.

Descoberta e recuperação do objeto

A bola de canhão permaneceu sumida por anos até ser localizada por meio de um anúncio em uma loja de leilões e antiguidades em Campinas, São Paulo. Antes da desapropriação, o artefato já havia sido adquirido por um colecionador particular pelo valor de R$ 2.205. Sua redescoberta e posterior incorporação ao patrimônio público garantem sua preservação e estudo.

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Fonte: G1

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